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França

Site de investigação revela uso de armas francesas na guerra do Iêmen

media Armas fabricadas na França estariam sendo usadas na ofensiva militar no Iêmen AFP PHOTO / STR

O site de investigação Disclose revelou documentos confidenciais que confirmam o uso de armas francesas no conflito do Iêmen. Paris sempre negou a utilização de seu material militar contra civis no país árabe.

Segundo a investigação publicada nessa segunda-feira (15) no site, as armas fabricadas na França foram usadas no Iêmen em zonas ocupadas por civis. Várias ONGs, entre elas Anistia Internacional, já haviam denunciado o caso. Mas desta vez os jornalistas do Disclose tiveram acesso a documentos secretos que confirmam as suspeitas.

De acordo com o site, um relatório da Direção de Inteligência Militar (DRM na sigla em francês), apresentado ao governo durante um conselho de defesa em outubro de 2018, já fazia menção às armas. O que significa que tanto o presidente francês, Emmanuel Macron, quando sua equipe dos ministérios da Defesa e das Relações Exteriores, estavam a par da situação.

O relatório da DRM, classificado como “Confidencial Defesa”, faz um balanço da situação no Iêmen e menciona a lista do material usado pelas Forças Armadas da Arábia Sauditas e dos Emirados Árabes no país. O documento afirma que aviões Mirage 2000 fazem parte da ofensiva e que tanques Leclerc, assim como 48 canhões Caesar, produzidos pela empresa francesa Nexter, estariam na fronteira entre o Iêmen e a Arábia Saudita “apoiando as tropas (...) em sua progressão no território iemenita”. O relatório aponta ainda que mais de 400 mil pessoas podem ser alvo dos eventuais ataques.

“Mentira de Estado”

Em uma nota divulgada pelas equipes do primeiro-ministro Edouard Philippe, o governo francês afirma que “as armas francesas usadas pelos membros da coalisão estão colocadas principalmente em posições defensivas, fora do território iemenita, e não na linha de frente”. “Nós não temos conhecimento de civis que tenham sido vítimas dessas armas no território iemenita”, completa o comunicado enviado pelo gabinete do premiê.

“O governo dizia, até agora, não ter conhecimento da utilização direta de armas francesas no conflito. Mas esse documento prova que eles estavam conscientes desde outubro de 2018 não apenas da utilização, como também do risco para as populações civis”, denuncia Geoffrey Livolsi, jornalista fundador do Disclose, site parceiro de veículos como The Intercept, France Info, Mediapart e o canal de televisão Arte. “Estamos assistindo a uma mentira de Estado no mais alto nível no poder Executivo”, insiste.

A guerra no Iêmen já deixou pelo menos 10 mil mortos desde 2015. Milhões de moradores vivem em condições de extrema pobreza em razão do conflito.

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