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França

“Nós vamos reconstruir juntos essa Catedral”, declara Macron após incêndio de Notre-Dame

media O presidente francês, Emmanuel Macron, disse que "o pior foi evitado" REUTERS/Philippe Wojazer/Pool

O presidente francês, Emmanuel Macron, disse que o pior foi evitado, ao se referir às duas torres e à estrutura principal da Catedral de Notre-Dame, atingida por um gigantesco incêndio nessa segunda-feira (15). O chefe de Estado afirmou que o edifício será reconstruído com a ajuda de todos e uma coleta nacional será lançada para angariar fundos.

Enquanto cerca de 400 bombeiros ainda lutavam contra o fogo que atingiu a Catedral de Notre-Dame em Paris, as autoridades já pensavam na restauração do monumento histórico de mais de 800 anos. O presidente francês Emmanuel Macron, durante uma visita logo após os bombeiros terem controlado as chamas, convidou a população a participar da reconstrução do edifício, parcialmente destruído pelo fogo.

“O pior foi evitado, mas ainda não vencemos a batalha”, declarou o chefe de Estado, lembrando que o monumento faz parte da história dos parisienses e de toda a França. “Ela é nossa literatura, nosso imaginário, o local onde vivemos todos os nossos grandes momentos”, disse Macron.

“Nós vamos reconstruir juntos essa Catedral”, continuou o presidente. “Vamos convocar os maiores talentos para que contribuam e vamos reconstruir Notre-Dame. É o que os franceses esperam. É o que os franceses merecem”, insistiu o chefe de Estado. 

Coleta nacional será lançada

A Fundação do Patrimônio informou que uma coleta nacional vai começar já nesta terça-feira (16). “A arrecadação estará acessível a partir de meio-dia (7h em Brasília) no site www.fondation-patrimoine.org”, informou a organização privada, encarregada da valorização nacional.

Audrey Azoulay, diretora-geral da Unesco, instituição com sede em Paris, expressou um pouco mais cedo sua "imensa emoção pelo dramático incêndio" e lembrou que a Catedral Notre-Dame é patrimônio mundial da humanidade desde 1991. Ela disse que "a Unesco está ao lado da França para salvar e reabilitar esse patrimônio inestimável".

A ministra italiana da Defesa, Elisabetta Trenta, também propôs a ajuda dos “capacetes azuis da Cultura”, um grupo de peritos criado na Itália em 2016, em parceria com Unesco, para proteger e socorrer os monumentos históricos e obras de arte ameaçadas por catástrofes e conflitos.

Pois além da reconstrução do prédio, cujo telhado desabou menos de duas horas após o início do incêndio, as autoridades chamam a atenção para a perda de obras de arte instaladas na Catedral. Os emblemáticos vitrais que caracterizam a catedral foram atingidos e ainda é impossível calcular os estragos em termos de patrimônio cultural.

A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, informou que parte das obras de arte que estavam na Notre-Dame foram salvas, pois haviam sido extraídas do prédio em razão da reforma do telhado. Na semana passada, 16 estátuas também haviam sido retiradas da catedral para serem restauradas.

Localização da Catedral dificultou trabalho dos bombeiros

Pouco antes das 23h (18h em Brasília), quase quatro horas após o início do incêndio, o chefe dos bombeiros, Jean-Claude Gallet, informou que suas equipes haviam conseguido salvar a estrutura da catedral. “Ela foi salva e preservada em sua globalidade”, indicou. Mas o secretário de Estado para o Interior, Laurent Nuñez, foi mais comedido, pedindo “prudência” antes de lançar conclusões precipitadas.

O acesso à catedral, construída em uma ilha às margens do rio Sena e rodeada de ruas estreitas no coração da capital, tornou as operações mais complexas. Além disso, como as escadas das equipes de socorro têm cerca de 30 metros de comprimento e que o monumento tem mais de 100 metros de altura, as operações foram ainda mais lentas. 

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