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França

Projeto de reforma da Champs-Elysées tem objetivo de atrair mais parisienses ao coração da capital

media Na resenha da imprensa, o destaque é para o projeto de uma imensa reforma na avenida Champs-Elysées, para atrair mais parisienses ao local. Fotomontagem RFI

O futuro da Champs-Elysées, a avenida no coração de Paris, está nas páginas dos jornais franceses desta quinta-feira (11). O projeto de reforma do espaço tem o objetivo principal de atrair mais parisienses ao local que se tornou um reduto de turistas ao longo dos últimos anos.

Apenas 3% dos moradores da capital francesa passeiam na avenida Champs-Elysées, que tem a fama de ser a mais bela do mundo, mas não para os parisienses, afirma o jornal Libération. De acordo com uma pesquisa realizada em março pelo Instituto Francês de Opinião Pública (Ifop), 30% dos moradores da capital têm uma má imagem do local.

E não é à toa, constata o jornal Le Figaro. Ela é "barulhenta, estressante, submersa pelos turistas e colonizada por restaurantes ruins", descreve o diário. Além disso, ressalta Libération, a poluição chega a ser maior na avenida Champs-Elysées do que em outras áreas de Paris devido ao tráfego intenso: 64 mil veículos circulam por suas quatro vias todos os dias.

"A avenida perdeu seu charme", reconhece o presidente do Comitê da Champs-Elysées, Jean-Noël Reinhardt, em entrevista ao jornal Libération. Para que ela reencontre sua magia, esse comitê encarregou o arquiteto Philippe Chiambaretta pela criação de um projeto que traga de volta os parisienses ao local.

Menos veículos, mais árvores

O primeiro passo, segundo o arquiteto, será diminuir a quantidade de veículos do local, provavelmente cortando pela metade o número de vias: duas no lugar das quatro atualmente. Depois, Chiambaretta pretende renovar as calçadas e investir na arborização delas.

Ainda mais audacioso, diz Le Figaro, o arquiteto pretende transformar a Place de l'Étoile, onde está o Arco do Triunfo, em um espaço para os pedestres, com atividades de acordo com a época do ano: pistas de patinação no gelo durante o inverno, praias artificiais durante o verão. Já os jardins no final da avenida, próximos à Praça da Concórdia, se transformariam em espaços para a arte, com instalações como as do Hyde Park, de Londres.

"Mas quem pagará por isso?", pergunta Libération. Caberá à prefeitura de Paris lançar o debate entre seus vereadores para decidir se estarão dispostos a investir uma parte do orçamento de € 10 bilhões na reforma.

O Comitê da Champs-Elysées pretende aguardar a campanha para as eleições municipais de 2020 para falar sobre o projeto. Mas muitos deputados já se mostram seduzidos pela ideia, afirma Le Figaro. O que mais os atrai, segundo o jornal, é a possibilidade de diminuir a circulação e arborizar a capital francesa - uma das principais bandeiras da prefeita Anne Hidalgo, que pretende se candidatar para um segundo mandato.

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