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Pirâmide do Louvre comemora 30 anos com instalação do artista urbano JR

Pirâmide do Louvre comemora 30 anos com instalação do artista urbano JR
 
A pirâmide do Louvre celebra seu 30º aniversário: o artista JR prepara uma colagem surpresa para os franceses. REUTERS/GonzaloÊFuentes

A Pirâmide do Museu do Louvre, um dos monumentos mais conhecidos dos turistas que visitam Paris, completa 30 anos nesta sexta-feira (29). Uma série de eventos programados até domingo celebram este aniversário, incluindo uma instalação gigantesca do fotógrafo e artista urbano francês JR. O local também foi escolhido por brasileiros que moram na capital para lembrar, no domingo, os mortos e desaparecidos durante a ditadura no Brasil. O regime militar começou com o golpe do dia 31 de março de 1964 e durou até 15 de março de 1985.

Os preparativos para comemorar os 30 anos da Pirâmide do Louvre, projeto do arquiteto sino-americano Ieoh Ming Pei, começaram há seis dias. O monumento, que serve de entrada principal ao Louvre, o museu mais visitado do mundo (10 milhões de entradas em 2018), foi cercado por uma instalação de JR, o "rei da colagem", prestigiado em todo o mundo. No Brasil, JR ficou conhecido por financiar, desde 2009, o projeto social A Casa Amarela, no morro da Providência, no Rio de Janeiro, e por ter levado a cantora Madonna para conhecer esse espaço cultural, em 2017.

JR gosta de virar o mundo do avesso. Há três anos, ele fez a Pirâmide do Louvre desaparecer, colando em suas faces um papel que reproduzia a fachada do museu em preto e branco. Desta vez, ele cria novamente uma ilusão de ótica, utilizando um papel que dá a impressão de que a Pirâmide é muito maior e emerge de dentro da terra.

Quatrocentos voluntários trabalharam, nos últimos dias, para fazer essa colagem gigantesca, montada como um quebra-cabeças na Cour Napoléon. O artista explicou que a ideia é fazer com que as pessoas vejam a Pirâmide sob um ângulo diferente, que saiu de sua imaginação e da imaginação coletiva dos franceses. A colagem é a maior feita pelo artista até hoje. A proposta é atrair a curiosidade para o que existe embaixo do monumento.

Construção provocou controvérsia

O projeto do arquiteto Pei provocou controvérsia na época em que foi encomendado pelo então presidente socialista François Mitterrand, em 1983. A pirâmide de vidro e metal foi considerada moderna demais em contraste com a arquitetura do palácio, que foi a sede do governo monárquico francês desde a época dos Capetos medievais até o reinado de Luís XIV.
No início, o Louvre foi concebido como uma fortaleza medieval, ampliada e reformada ao longo de 800 anos.

Mitterrand precisou de seis anos para vencer o conservadorismo político, de uma parcela de parisienses e também de arquitetos e artistas puristas, que temiam uma desfiguração do estilo do museu. Mitterrand conseguiu, no entanto, convencer o então prefeito de Paris, o opositor Jacques Chirac, de direita, e a Pirâmide foi inaugurada no dia 29 de março de 1989. Já naquela época, a ideia de Mitterrand era tornar o Louvre um museu de massa e para isso era preciso construir uma entrada espaçosa e facilmente identificável pelos turistas. O objetivo foi atingido.

Além da programação prevista neste fim de semana para comemorar os 30 anos da Pirâmide - uma exposição sobre as etapas de construção do momumento, debates, performances e a instalação de JR -, outros eventos musicais e artísticos estão programados no local até dezembro.

Brasileiros organizam evento contra o golpe de 1964

No domingo, 31 de março, brasileiros residentes em Paris farão um "flash mob" na Cour Napoléon, onde fica a Pirâmide, para lembrar os mortos e desaparecidos durante a ditadura no Brasil. A manifestação, a exemplo de dezenas de outras semelhantes organizadas no Brasil e em outros países, é um protesto contra a incitação do presidente Jair Bolsonaro a "comemorar" o golpe militar de 1964, ocorrido há 55 anos. O evento, organizado pelas redes sociais, convida os participantes a se vestir de preto. Às 14h (9h em Brasília), os brasileiros vão caminhar em silêncio para recordar os 434 mortos e mais de 200 desaparecidos após o golpe militar.

Nesta sexta-feira, a ONU Direitos Humanos divulgou um comunicado no qual pede para que Bolsonaro “reconsidere” os planos de comemoração do aniversário do golpe no Brasil. Em entrevista à RFI, o relator especial sobre a promoção da verdade, justiça, reparação e garantias de não-repetição, Fabián Salvioli, que assinou o comunicado, disse que os comentários do líder brasileiro a respeito da ditadura são “de uma gravidade inaceitável”.

Durante a ditadura, Paris acolheu entre 5 mil e 10 mil brasileiros, a maioria autoexilados, que fugiram da perseguição dos sucessivos governos militares e da tortura. Durante um longo período, o regime militar não renovou passaportes e centenas de brasileiros se viram forçados ao exílio.


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