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França

Macron promete "decisões fortes" após violência em ato de "coletes amarelos" em Paris

media Pichação "O espetáculo terminou" em vitrine depredada neste sábado (16) na avenida Champs-Elysées, em Paris. REUTERS/Benoit Tessier

O presidente francês, Emmanuel Macron, promete tomar "decisões fortes" para que a violência vista nesse sábado (16), no 18° ato de mobilização dos "coletes amarelos" em Paris, não se repita. A polícia deteve 237 pessoas e cerca de 200 permanecem sob custódia neste domingo (17), incluindo mais de 10 menores. O presidente norte-americano Donald Trump não perdeu a ocasião de ironizar a postura do chefe de Estado francês.

O protesto que marcou quatro meses de mobilização dos "coletes amarelos", convocado pelas redes sociais como um "ultimato a Macron", reuniu 32.300 pessoas em toda a França, cerca de 10.000 em Paris, segundo o ministro do Interior, Christophe Castaner.

O ministro afirmou que "profissionais da depredação e da desordem, equipados de máscaras, se infiltraram nos cortejos dos 'coletes amarelos'". Ele exibe, em seu perfil no Twitter, uma fotografia de manifestantes vestidos de preto, os chamados black blocs. Especialistas dizem que a maioria desses ativistas ultrarradicais são militantes de grupos de extrema-esquerda e anarquistas.

Opositores pedem retorno do estado de emergência

O dispositivo policial planejado para a manifestação é duramente criticado pela oposição, que questiona se a estratégia do governo não foi deixar os ativistas ultrarradicais agirem para denegrir a imagem dos "coletes amarelos" e mostrar que Macron é a única opção contra o caos.

O líder do partido Os Republicanos (direita), Laurent Wauquiez, questionou: "Até quando @EmmanuelMacron, @EPhilippePM? É hora de agir. É hora de agir ", tuitou. O candidato às eleições europeias do mesmo partido, François-Xavier Bellamy, afirmou que era preciso "acabar com a impotência do Estado".

"Os black blocs destroem, queimam e cometem violências sempre na impunidade", observou a líder de extrema direita, Marine Le Pen.

Entre os "coletes amarelos", muitos discordam da onda de violência, mas outros justificam o quebra-quebra como a única maneira de serem ouvidos.

Interior da loja da marca Tumi, especializada em bagagens, saqueada neste sábado (16) na avenida Champs Elysées. REUTERS/Benoit Tessier

Trump ironiza Macron

O presidente norte-americano, Donald Trump, não perdeu a ocasião de cutucar Macron. Em um tuíte irônico, Trump escreveu:

"Como o Acordo de Paris está funcionando na França? Após 18 semanas de tumultos de manifestantes de colete amarelo, acho que não tão bem! Enquanto isso, os Estados Unidos chegaram ao topo de todas as listas do meio ambiente", escreveu o republicano.

Ao mesmo tempo em que o comércio na avenida Champs-Elysées era destruído, em outra área da capital francesa a "Marcha do Século pelo Clima" reuniu 45.000 pessoas, segundo um organismo de contagem independente.

A mobilização dos franceses para exigir do governo a aplicação imediata de políticas de combate ao aquecimento global reuniu 300 mil pessoas em 220 cidades francesas.

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