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França

Fraca mobilização de “coletes amarelos” marca reta final do debate nacional na França

media Manifestantes dos "coletes amarelos" durante o protesto deste sábado, 9 de março de 2019, na avenida de Champs-Elysées, em Paris. REUTERS/Philippe Wojazer

O 17° ato dos “coletes amarelos” neste sábado (9) foi marcado pela mobilização mais fraca desde o início dos protestos, com programas abortados em Paris e manifestações dispersas, a apenas uma semana da mobilização crucial que marcará o fim do grande debate nacional, proposto pelo presidente francês Emmanuel Macron.

Depois de quase quatro meses de existência, o movimento já vinha recuando há várias semanas, segundo dados oficiais, que vinham sendo sistematicamente contestados pelos manifestantes.

Neste sábado (9), a mobilização atingiu um recorde de baixa, com 28.600 manifestantes identificados na França pelo Ministério do Interior, sendo 3.000 em Paris. Ainda menos que no dia 29 de dezembro: na véspera da véspera do Ano Novo, o Ato 7 mobilizou 32.000 manifestantes. E muito longe do ardor do começo, quando 282.000 pessoas haviam se manifestado na França, em 17 de novembro.

Seria uma pausa estratégica antes do grande dia do debate nacional, em 16 de março? "Estamos nos preparando para o próximo sábado, será grande", prometeu Christian, de 67 anos, perto dos Champs-Elysées. O ato 18 do movimento terá lugar um dia após o fim oficial do grande debate nacional e espera receber "toda a França em Paris" para lançar um "ultimato" para o governo. Uma semana antes desse prazo decisivo, os "coletes amarelos", no entanto, não conseguiram se impor em Paris.

Eles prometeram ocupar o Champ de Mars, perto da Torre Eiffel, durante todo o fim de semana, mas o projeto foi interrompido: a polícia impediu qualquer instalação de barracas na noite de sexta (8). Mas um punhado de "coletes amarelos" reuniu ativistas ambientais perto do monumento na manhã deste sábado.

Movimento dividido

Quanto ao evento que prometia "convergir todas as mobilizações" nas ruas da capital francesa, ele finalmente parece ter causado a divisão dos manifestantes. Após o dia internacional dos direitos das mulheres, elas se mobilizaram contra a violência de gênero vestidas de roxo, e os sindicatos se manifestaram durante alguns quilômetros em Paris, em uma rota autorizada, antes de se dispersarem por volta das 16h (hora local) sem incidentes.

Enquanto isso, várias centenas de "coletes amarelos" preferiram permanecer concentrados no topo da avenida Champs-Élysées. Um comício sem grande incidente, mas que causou certa tensão no final do dia: a polícia lançou gás lacrimogêneo para responder aos lançamentos de projéteis.

Sob os gritos dos "patifes da CRS" dos manifestantes, a polícia também usou canhões de água. Por volta de 19h30 de Paris, algumas dezenas de manifestantes ainda continuavam nas calçadas da grande avenida, enquanto o grosso das tropas de segurança já havia deixado a área.

"É um protesto dos Teletubbies hoje", ironizou um “colete amarelo” em Paris. O homem de trinta anos não pretendia permanecer mobilizado durante todo o fim de semana, mas afirmou não desejar jogar a toalha. "Se pararmos, voltaremos ao anonimato", disse.

No geral, a mobilização em Paris foi calma e resultou em incidentes esporádicos, resultando em 19 prisões, de acordo com a prefeitura da polícia. No aeroporto internacional da capital francesa, os "coletes amarelos" protestaram contra o projeto de privatização dos Aéroports de Paris, sob o olhar divertido dos turistas.

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