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França

Antiga sinagoga de Estrasburgo é alvo de vandalismo e gera indignação na França

media The memorial stone marking the site of Strasbourg's Old Synagogue, which was destroyed by the Nazis in World War II, is pictured after it was vandalised overnight on March 2, 2019 in Strasbourg, eastern France. FREDERICK FLORIN / AFP

Duas semanas após a profanação de 80 túmulos do cemitério judeu de Quatzenheim, no leste da França, a comunidade judaica volta a ser alvo de um ataque. O monumento que marca do local da antiga sinagoga de Estrasburgo, destruída por soldados nazistas em 1941, foi vandalizado na madrugada deste sábado (2).

"Neste sábado, em torno das 9h, um pedestre avisou a polícia sobre estragos no monumento comemorativo", indicou a Secretaria de Segurança Pública da região do Bas-Rhin, no nordeste da França. No local, uma construção em mármore lembra a existência da antiga sinagoga de Estrasburgo, dinamitada pelo exército de Hitler durante a Segunda Guerra Mundial.

Para as autoridades locais, não há dúvidas. "Esse ato de vandalismo tem todas as características de antissemitismo", afirmou o vice-prefeito de Estrasburgo, Alain Fontanel.  "É provavelmente, e infelizmente, um novo ato contra os judeus na nossa cidade", reiterou. 

A polícia de Estrasburgo abriu uma investigação para apurar a autoria do ataque. "Os investigadores estão explorando todas as pistas, desde imagens das câmeras de segurança a testemunhas", indicou o vice-prefeito. De acordo com Fontanel, a polícia já teria identificado a presença de um carro circulando por volta das 7h da manhã na área do monumento.

Lembrança da antiga sinagoga, a pedra de mármore foi instalada no local em 1976. O monumento conta com uma inscrição: "aqui existia desde 1898 a sinagoga de Estrasburgo, incendiada e demolida pelos nazistas em 12 de setembro de 1940", quando a região da Alsácia foi anexada pelo 3° Reich. Um ano depois, em 1941, os escombros da construção foram dinamitados por soldados nazistas. 

Indignação da classe política

Várias personalidades políticas reagiram ao ato em Estrasburgo. O presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, fez um apelo para colocar um fim ao recrudescimento do antissemitismo na França. "Condeno a degradação do monumento de Estrasburgo", publicou em seu Twitter.

No Facebook, o prefeito da cidade, Roland Ries, escreveu: "Basta!". Segundo ele, o monumento "é uma resposta aos autores desses atos odiosos porque ele simboliza os horrores do regime nazista e a força da resistência do povo da França".

O presidente da região Grande Leste, Jean Rottner, ressaltou em um comunicado sua "indignação e emoção diante deste novo ato antissemita". "O antissemitismo ataca os valores da República que compartilham todos os franceses", publicou. 

Aumento de atos antissemitas

O vandalismo em Estrasburgo se inscreve em um contexto de intensificação de atos antissemitas na França que, de acordo com o governo, tiveram um aumento de 74% em 2018. Nas últimas semanas, uma série de ataques contra símbolos judeus foram registrados. Desenhos representando Simone Veil, personalidade e política francesa, sobrevivente do Holocausto, foram pichados com a suástica, em Paris, em 11 de fevereiro. Cerca de 80 túmulos no cemitério judaico da Alsácia, em Quatzenheim também foram vandalizados com desenhos da cruz nazista em 19 de fevereiro. 

Além disso, pichações antissemitas em um memorial de guerra em Champagne-au-Mont-d'Or, perto de Lyon, no leste da França, foram descobertas em 20 de fevereiro. Já o filósofo e acadêmico francês Alain Finkielkraut, foi agredido verbalmente à margem de uma manifestação dos coletes amarelos no bairro de Montparnasse, em Paris, em 16 de fevereiro.

O presidente Emmanuel Macron falou de um fenômeno “sem dúvida inédito” desde a Segunda Guerra Mundial. Segundo ele, os atos antissemitas são a "negação absoluta do que são os franceses e o que faz da França uma grande nação".

Milhares de pessoas se reuniram no centro de Paris em 19 de fevereiro para um protesto contra o antissemitismo. Um dia depois, o governo francês anunciou uma série de medidas para lutar contra a violência que visam os judeus no país.

 

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