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França

Ministra francesa lamenta “histeria” em torno de véu islâmico para corrida

media O "Hijab para running" da Decathlon. Captura de vídeo France 2

A notícia da comercialização na França de um véu islâmico para a prática da corrida pela rede de artigos esportivos Decathlon inflamou as redes sociais nesta terça-feira (26). A polêmica foi tão grande que no mesmo dia a empresa desistiu da iniciativa e não vai colocar, como previsto, o produto à venda nas próximas semanas. A ministra francesa da Justiça, Nicole Belloubet, lamentou nesta quarta-feira (27) a “histeria” provocada pelo anúncio.

Em entrevista ao canal de televisão BFMTV, Nicole Belloubet lembrou que a venda do véu islâmico na França é legal. Ela disse que a propaganda da rede de artigos esportivos “é uma estratégia comercial de uma empresa privada” e que “a partir do momento em que a lei está sendo respeitada”, ela não tem nada o que comentar. No entanto, a ministra achou lastimável o fato de políticos, tanto de esquerda quanto de direita, que alimentaram essa “histeria”.

A associação feminista Les Effrontées (As Atrevidas, em tradução livre) denunciou um “clima racista”. Em comunicado, ela disse que essa reação à comercialização do véu islâmico para corrida é “mais uma polêmica que visa impedir as muçulmanas de ter uma vida normal”. No verão de 2016, a controvérsia sobre o burkini, o biquíni adaptado para uso das mulheres de religião islâmica, também foi explosiva.

Véu islâmico para corrida

Na terça-feira, o diretor de comunicação da Decatlhon francesa, Xavier Rivoire, havia anunciado que o véu desenhado para atletas seria vendido nas próximas semanas na França. As clientes potenciais já podiam encomendar o hijab para running ou runjab, que cobre o cabelo e o pescoço das mulheres, mas deixa o rosto descoberto, no site da marca. As lojas da empresa em todos os países que tivessem interesse também poderiam receber o produto.

O acessório havia sido inicialmente desenvolvido e comercializado no Marrocos a pedido de adeptas locais da corrida. A empresa justificou a produção em larga escala para tornar “o esporte acessível para todas as mulheres do mundo”. Mas poucas horas depois, voltou atrás e decidiu não oferecer o produto na França, pondo um fim na polêmica.

Uma outra marca de artigos esportivos, a americana Nike, vende há alguns anos um "véu para mulheres atletas" e essa comercialização nunca tinha gerado um debate como agora.

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