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França

Maioria dos franceses quer fim do movimento dos "coletes amarelos", diz pesquisa

media 55% dos franceses querem o fim dos protestos dos coletes amarelos REUTERS/Jean-Paul Pelissier

Segundo uma pesquisa publicada pelo instituto Odoxa Dentsu-Consulting, 55% dos franceses são favoráveis ao fim do movimento dos “coletes amarelos”. Os dados foram publicados nesta segunda-feira (25). Apenas pessoas de tendências políticas extremas, de esquerda ou direita, continuam a apoiar os protestos.

No total, 1.004 franceses de mais de 18 anos participaram da pesquisa. Eles foram interrogados pela internet nos dias 20 e 21 de fevereiro. O resultado reflete o desgaste da imagem dos integrantes do movimento. Em novembro, por exemplo, 66% da população apoiava os protestos, que surgiram para contestar a alta do preço dos impostos sobre os combustíveis e se tornaram manifestações contra a queda do poder aquisitivo.

Segundo a pesquisa, as manifestações têm “irritado” os moradores de cidades como Paris, onde 60% dos entrevistados disseram que é hora de colocar um fim nas passeatas. Mas até mesmo nas pequenas cidades e na zona rural as reivindicações dos “coletes amarelos” perderam força.

Apenas simpatizantes de partidos radicais e classes operárias querem a continuidade do movimento, de acordo com o estudo. Cerca de 74% de pessoas ideologicamente próximas do partido de extrema esquerda “A França Insubmissa” e 67% dos que apoiam o “Reunião Nacional”, legenda de extrema direita de Marine Le Pen, continuam apoiando as manifestações dos “coletes amarelos.”

Classe média agora é contrária aos protestos

Aproximadamente 58% dos operários e dos franceses com salários mais baixos também pensam que eles devem continuar nas ruas. A classe média, que no início apoiou o movimento, mudou em sua maioria de opinião e agora 53% dos franceses que pertencem a essa categoria são contrários aos protestos.

Em queda de popularidade depois do início do movimento, o presidente francês, Emmanuel Macron, ganhou 2 pontos em fevereiro. A abertura do "debate nacional" e sua participação contribuíram para a reviravolta, aponta o estudo. Cerca de 32% dos franceses pensam que ele é um bom presidente da República, praticamente o mesmo número registrado em novembro.

 
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