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França

França aguarda testes de DNA para confirmar morte de terrorista mais procurado do país

media O jihadista francês Fabien Clain, a " voz" que reivindicou os atentados de novembro de 2015 em nome do grupo Estado Islâmico (EI), morreu em um ataque aéreo da coalizão contra a aldeia de Baghouz, na Síria. REUTERS/Rodi Said

A morte do terrorista mais procurado da França, Fabien Clain, a "voz" do grupo Estado Islâmico (EI) que reivindicou os atentados de novembro de 2015 de Paris, é destaque na resenha da imprensa francesa desta sexta-feira (22). O governo francês ainda espera a confirmação oficial da morte, em um ataque aéreo na Síria, e as famílias das vítimas lamentam que ele tenha morrido sem ter sido julgado pela Justiça.

Várias fontes afirmam que o jihadista francês, de 41 anos, foi morto na quarta-feira (20) em um ataque aéreo americano na Síria. Fabien Clain, que se radicalizou em Toulouse, sul da França, começou a combater ao lado do grupo Estado Islâmico em 2015 e era um dos responsáveis pela propaganda internacional do movimento radical, informa Libération. O irmão mais novo do jihadista, Jean-Michel, que também estava na Síria, ficou gravemente ferido no ataque.

O terrorista teria sido morto em Baghouz, último reduto do EI no leste da Síria, por um ataque de drone. O condicional é necessário, lembra Le Figaro, porque os dois irmãos já foram dados como mortos várias vezes. A morte do terrorista ainda não foi formalmente confirmada e as autoridades francesas, prudentes, aguardam testes de DNA para comentar o caso, explica o jornal conservador.

Amigo de Mohamed Merah

Fabien Clain e seu irmão, que se converteram ao Islã, são alvo de investigações dos serviços secretos franceses há cerca de 15 anos. Ele era o líder de um grupo jovem de salafistas e seria responsável pela radicalização de Mohamed Merah, autor dos atentados de Toulouse em 2012.

Em 2009, o “irmão Omar”, como Clain era chamado, foi preso por recrutar jovens para a “jihad” na Síria e no Iraque. Ao sair da prisão, cinco anos mais tarde, conseguiu deixar o país e se juntar aos combatentes do grupo Estado Islâmico. No final de maio, uma fonte garantia que os irmãos Clain continuavam vivos na Síria e não tinham a menor vontade de voltar a França.

“Voz” do Estado Islâmico

Os jihadistas franceses, que levaram para a Síria material profissional de áudio, montaram um estúdio de rádio em um bunker de Raqa, a então capital autoproclamada do EI. Eles divulgavam os cumunicados do movimento jihadista reivindicando atentados em todo o mundo, mas também cantos religiosos.

Os serviços secretos franceses acreditam que eles também tinham um papel operacional. De acordo com Le Parisien, jihadistas franceses que voltaram da Síria informaram que os irmãos Clain planejaram enviar crianças-soldado à Europa para cometer atentados.

Desde 2018, eles eram visados por uma mandado de prisão internacional por formação de quadrilha em relação com ações terroristas e cumplicidade de assassinato. Apesar do EI estar sendo derrotado na Síria, se a morte de Clain for confirmada, ela será um duro golpe para o grupo terrorista, acredita Le Figaro.

No entanto, familiares das vítimas dos atentados de 13 de novembro estão divididos. Morto, Clain “não pode depor e priva as famílias da verdade e de um processo na Justiça”, estima a advogada Samia Maktouf, citada pelo Le Parisien.

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