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França

Mobilização de estudantes em defesa do clima ganha adesão de franceses

media A imprensa francesa destaca a mobilização dos jovens na luta pelas mudanças climáticas. Fotomontagem RFI

O jornal francês Libération desta sexta-feira (15) estampa na primeira página a mobilização de jovens pelo clima. Os estudantes franceses vão às ruas para pedir uma ação política contra as mudanças climáticas, seguindo os passos dos colegas europeus, sem participação de partidos, sindicatos ou ONGs.

Tudo começou no outono europeu do ano passado, com uma adolescente sueca, Greta Thunberg, que, sozinha, diante do parlamento, agitou um cartaz dizendo “greve escolar pelo clima”. Durante três semanas, todos os dias, ela fez o mesmo gesto, para pedir que o governo se alinhasse ao acordo de Paris.

Como se não bastasse, “Greta, então com 15 anos, resolveu renovar a ação toda sexta-feira, tuitando o hashtag #ClimateStrike (greve pelo clima)”, conta Libération. Em dezembro, ela discursou na COP 24, na Polônia, e depois, em Davos, na Suíça.

Movimento espontâneo e horizontal

Desde então, os estudantes europeus e do mundo todo estão tomando partido pelo clima. “Um movimento espontâneo e horizontal”, diz Libération. Surgem “figuras fortes, majoritariamente femininas”, diz o jornal, que traz o perfil de algumas delas, na Suécia, como Greta, ou na Bélgica, Alemanha e Austrália.

Segundo o jornal britânico The Guardian, na Alemanha e na Austrália, cerca de 70 mil jovens fazem protestos pelo clima toda semana, em 270 cidades. Números que prometem inchar, com a adesão, nesta sexta-feira, dos estudantes franceses e britânicos.

Em Paris, a mobilização vai ser diante do ministério da Transição Ecológica, relata o jornal Aujourd’hui en France, que traz relatos de vários estudantes que falam sobre suas motivações. “Para que ir à escola se não temos futuro?”, pergunta Simon. “Não fazemos isso para matar aula e nossos pais entendem”, explica Nina.

“A geração atual no poder é a primeira a tomar consciência da amplitude dos desafios. E a última a poder fazer alguma coisa, se levarmos em conta que restam apenas dois anos para acordar, antes de reações desastrosas em cadeia”, alerta o editorial de Libé.

Discurso de Obama

O texto lembra ainda o discurso de despedida de Barack Obama, quando o presidente americano disse que negar o efeito estufa, “a maior ameaça” contra o planeta, seria “trair as gerações futuras”.

Os estudantes, sobretudo as estudantes, com idades entre 12 e 25 anos, “percebem, cada vez mais, as contradições da economia de mercado, incompatível com a ecologia”. Segundo Libé, esses jovens se alarmam diante de um capitalismo de lucros que canibaliza o planeta. Além disso, “fazem a ligação entre as grandes mudanças climáticas, ondas migratórias e a expansão de regimes autoritários”, analisa o jornal.

 
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