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França

Governo francês promete ajudar comerciantes afetados pela crise dos “coletes amarelos”

media O ministro francês da Economia, Bruno Le Maire, prometeu ajudar os comerciantes afetados pelos protestos dos "coletes amarelos" Brendan Smialowski / AFP

Os prefeitos e vereadores de cidades da França que se tornaram palco das manifestações dos “coletes amarelos” se consideram lesados pelos protestos, que paralisam as zonas comerciais nos fins de semana. O ministro francês da Economia anunciou que um plano de ajuda será lançado para tentar compensar as perdas.

“Os comerciantes estão agonizando. Não podemos mais ficar sem fazer nada e abandoná-los”, declarou Jean-Luc Moudenc, o prefeito de Toulouse, no sudoeste, e presidente da associação France Urbaine, que reúne as principais cidades do país. Em um comunicado divulgado pouco antes de se reunir com o ministro francês da Economia, Bruno Le Maire, ele explicou que o prejuízo provocado pelos protestos que começaram em novembro já chega a € 30 milhões.

No entanto, esse valor seria bem maior. Em dezembro, o Conselho Nacional dos Centros Comerciais da França avançava um prejuízo de mais de € 2 bilhões. 

A associação France Urbaine insiste na necessidade de se reforçar o dispositivo de ordem durante as manifestações, além de solicitar que os gastos ligados às degradações sejam arcados pelo governo. Os prefeitos também pedem que os comerciantes afetados sejam exonerados de parte dos impostos.

Em resposta, o governo prometeu um plano de ação para as cidades mais atingidas. Segundo o ministro da Economia, esse dispositivo “levará em conta o impacto das manifestações no orçamento das cidades e trará as respostas necessárias em termos de segurança”.

O governo já havia anunciado o desbloqueio de € 38 milhões para ajudar as “vítimas” dos “coletes amarelos”. Mas os comerciantes consideram que o valor não é suficiente.

Demissões possíveis e queda de 60% no faturamento

De acordo com o prefeito de Toulouse, alguns comerciantes já estão cogitando demitir funcionários diante dos prejuízos. Várias empresas também dispensaram seus empregados nos dias de manifestações. Segundo o ministério da Economia, mais de 70 mil trabalhadores teriam ficado em casa nos dias de manifestações, a pedido dos patrões, que preferiram fechar seus comércios, temendo degradações.

O movimento dos coletes amarelos se intensificou em novembro de 2018, quando manifestantes que protestavam contra a alta do preço dos combustíveis começaram a bloquear as estradas. A mobilização ganhou adeptos que aproveitaram a ocasião para contestar a queda do poder aquisitivo no país. Desde então, os sábados se transformaram em dia de passeata em várias partes do país, com manifestações marcadas por violência e vandalismo, o que levou vários comerciantes a fecharem suas portas.

Segundo o ministério da Economia, alguns comerciantes perderam até 60% de seu faturamento em razão do fechamento de suas lojas nos sábados.

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