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França

Steve Bannon diz que “coletes amarelos” inspiram o mundo

media O ex-conselheiro de Donald Trump, Steve Bannon, criticou o presidente francês, Emmanuel Macron REUTERS/Moritz Hager

Steve Bannon, ex-conselheiro do presidente americano, Donald Trump, criticou o chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, em uma entrevista à revista L’Express. Ele elogiou a atuação dos “coletes amarelos” na França e também previu um “terremoto” durante as eleições europeias de maio.

Steve Bannon disse que não se sente “surpreso” com o movimento dos “coletes amarelos” na França. “Já estava escrito. Desde o começo, senti que seu partido, A República em Marcha, não tinha apoio popular, era nebuloso”, disse à L’Express.

Bannon também disse que o Acordo de Paris sobre o clima faz com que os franceses paguem pela poluição produzida na China. “São as pessoas do ‘partido de Davos’, do qual Macron é embaixador, que escolheram desindustrializar o mundo ocidental para deslocar as indústrias para a China. Os ‘coletes amarelos’ entendem isso muito bem”, analisa o ex-conselheiro da Casa Branca.

Os ‘coletes amarelos’ não fizeram Sciences Po ou ENA [instituições de ensino de prestígio na França], nem têm diploma da Sorbonne. Mas são seres humanos racionais. Eles são espertos o suficiente para entender que estão sendo enganados. Hoje, os perdedores da mundialização acordaram e estão gritando: ‘Parem!’.”, afirma Bannon à revista francesa. “A beleza de suas ações é que eles unem pessoas de direita e de esquerda. No país da Revolução Francesa, o movimento dos ‘coletes amarelos’ guia a maior batalha. Eles são uma inspiração para o mundo todo.”

Manifestantes ganharam primeira batalha contra elites

Para Bannon, as primeiras consequências do movimento dos “coletes amarelos” já podem ser vistas. “A verdadeira cara de Macron apareceu no dia de seu discurso televisivo após a grande manifestação na avenida Champs-Elysées. Dava para ver que ele estava desestabilizado”, declarou.

“Os ‘coletes amarelos’ venceram o primeiro 'round' contra as elites. Agora, Macron está no interior do país para dar sopa aos franceses. É um clássico dos momentos revolucionários. É claro que é forçado. Eu ficaria surpreso se a França rural o atraísse. Ele prefere mil vezes o Fórum Econômico Mundial de Davos”, conclui Steve Bannon.

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