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França

Marine Le Pen encontra Macron no Eliseu

media Marine Le Pen apresenta Jordan Bardella, chefe de lista do RN para as eleições europeias, em 13 de janeiro de 2019. Reuters

A deputada e líder do Reagrupamento Nacional (ex-Frente Nacional) Marine Le Pen se encontra na tarde desta quarta-feira (6) com o presidente francês Emmanuel Macron, quando o partido deste já anunciou que vai criar uma força-tarefa, a partir de 13 de fevereiro, para barrar o RN nas eleições europeias que acontecerão em maio.

Marine deu uma entrevista hoje cedo à rádio France Info na qual elogia mais uma vez os “coletes amarelos”, critica a política e as iniciativas de Macron e também os bancos franceses, que se recusam a emprestar dinheiro ao seu partido para financiar campanhas.

Ela admite que, por conta disso, pode ter de recorrer ao seu pai, Jean-Marie Le Pen, com quem se reconciliou em 2017 depois de anos de afastamento político, para financiar a campanha de seu partido para as europeias. “Em realidade, este dinheiro é dos eleitores do RN que confiaram a ele”, explica.

Sobre a possibilidade de seu partido entrar em falência e desaparecer, pela dificuldade de pagar as campanhas, ela ataca: “Um juiz não pode decidir que partido tem o direito de viver e de morrer”.

A força-tarefa do partido do presidente, A República em Marcha, que deve entrar em vigor no dia 13 de fevereiro, deve atacar duas regiões bem diferentes onde o RN prospera: o Sul conservador e o Norte que passa por dificuldades econômicas e sociais.

Le Pen, pai, elogia Macron

Marine e seu pai discordam, porém, da imagem que têm do presidente Emmanuel Macron. Citando o encontro que acontecerá entre a deputada e o presidente na tarde de hoje, o canal FranceInter mostra imagens de Jean-Marie elogiando o “talento” e a “solidez” de Macron por não ter caído com a crise dos “coletes amarelos”.

Marine Le Pen ri desta imagem e diz que se manter no mandato não é um mérito em si. Em seguida, ela acusa o presidente de organizar um referendo para concluir o grande debate nacional – que Macron vem organizando em todo o país em resposta à crise dos “coletes amarelos” – para “ganhar tempo”. “Eu sou a favor do referendo desde antes da proposição do grande debate nacional, mas ele não pode ser uma manobra para aprovar as políticas de Emmanuel Macron”, diz ela.

Ela critica a crise de representatividade na Assembleia Nacional francesa, que, segundo ela, está diretamente ligada ao movimento dos “coletes amarelos”.

Para Marine, o povo francês não está representado na Assembleia. “Os deputados que votam os projetos de lei hoje, como o que suprime o Imposto sobre a Fortuna, não representam o povo francês”, avalia.

 

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