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França

Com curativos nos olhos, coletes amarelos protestam contra violência policial

media O franco-português Jérôme Rodrigues, gravemente ferido no olho com uma bala de borracha no último fim de semana, participa da marcha neste sábado (2), em Paris. REUTERS/Philippe Wojazer

No décimo-segundo fim de semana de mobilização dos coletes amarelos na França, Paris é palco neste sábado (2) de uma marcha em homenagem aos feridos. Exibindo curativos nos olhos e roupas manchadas de tinta vermelha, militantes protestam de forma pacífica contra a utilização de balas de borracha e de granadas stinball pelas forças de segurança durante as manifestações.
 

Com a marcha marcada para começar ao meio-dia, (9h pelo horário de Brasília), desde cedo os coletes amarelos se aglomeraram na Praça Félix-Eboué, no 12° distrito de Paris, ponto de encontro da manifestação. Carregando fotos de militantes feridos nas últimas mobilizações, eles seguem em direção à Praça da República, no centro de Paris, onde o protesto continuará. 

O franco-português Jérôme Rodrigues, gravemente ferido no olho com uma bala de borracha no último fim de semana, é um dos principais organizadores da iniciativa em Paris. Em outras grandes cidades da França, como Bordeaux, Lyon, Toulouse e Montpellier, os coletes amarelos também saem às ruas para protestar contra a violência policial

"Estou aqui porque estou de pé. O que não nos mata, nos torna mais forte", afirmou Rodrigues à rádio France Info na marcha de Paris. Para ele, é urgente que o governo proíba principalmente a utilização das granadas stingball nas manifestações. O dispositivo, segundo ele, "tem TNT dentro e é um perigo absoluto".

Em Marselha, no sul da França, além da manifestação, os militantes prometem erguer um “muro da vergonha”, em memória dos 14 mortos desde o início do movimento. Em Libourne, no sudoeste, um minuto de silêncio também fará parte da programação, em homenagem às vítimas da cidade. 

80 mil policiais mobilizados

Para o chamado "Ato 12" do movimento, o governo convocou um forte dispositivo policial. Em toda a França, 80 mil integrantes das forças de segurança estão nas ruas neste sábado. Em Paris, 5 mil policiais escoltam a marcha e os arredores de onde passa o cortejo, apoiados por seis tanques blindados.

O décimo-segundo sábado de manifestações é realizado depois que o Conselho de Estado francês rejeitou os pedidos de suspensão do uso do dispositivo que dispara balas de borracha, porque os considerou absolutamente necessário ao trabalho das forças de segurança. O lançador, chamado de LBD 40, foi utilizado 9.200 vezes desde o início da mobilização dos coletes amarelos e é responsável por ferimentos graves em muitos manifestantes. 

Segundo a mídia francesa, das 20 pessoas atingidas nos olhos por balas de borracha, dez perderam a visão. Além dos 14 mortos desde o início da mobilização, o Ministério do Interior também aponta 1.700 coletes amarelos feridos nos protestos, além de mil policiais. 

Advogados denunciam irregularidades 

Em uma tribuna publicada neste sábado no site da rádio France Info, cerca de 59 advogados franceses denunciam irregularidades no tratamento judiciário dos militantes. "Os direitos da defesa devem ser desrespeitados quando se veste um colete amarelo?", perguntam os signatários, que apontam audiências sem a presença de advogados e penas excessivas aos condenados. 

O presidente francês, Emmanuel Macron, vem tentando dialogar com os manifestantes dentro do plano do "grande debate nacional". O líder participou de algumas reuniões do movimento, mas, até o momento, não conseguiu acalmar os militantes, com suas medidas sendoclassificadas de "migalhas" pelos manifestantes. 

Na próxima semana, Macron receberá chefes de grupos e partidos políticos da Assembleia e Senado da França e também do Parlamento Europeu para tentar encontrar uma saída para a crise.
 

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