Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 25/05 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 25/05 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 25/05 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 25/05 09h57 GMT
  • 09h33 - 09h57 GMT
    Programa 25/05 09h33 GMT
  • 09h30 - 09h33 GMT
    Jornal 25/05 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 24/05 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 24/05 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
França

“Coletes amarelos” fazem marcha em homenagem às vítimas de violência nos protestos

media Jerome Rodrigues sendo retirado após ter olho ferido durante manifestação AFP/Zakaria ABDELKAFI

Os “coletes amarelos” não desanimaram e continuarão a protestar neste sábado (2), numa marcha feita “por e para os feridos durante protestos”, com grande destaque para Jérôme Rodrigues, franco-português que teve um olho atingido nesta semana em Paris. Essa será a 12ª manifestação do movimento, enquanto o Grande Debate Nacional, proposto pelo presidente francês, Emmanuel Macron, ainda tenta acalmar os ânimos no país.  

Neste sábado, os “coletes amarelos” farão uma marcha pacífica pedindo o fim das “violências policiais que mutilam”. Os manifestantes, vítimas de tiros de balas de borracha e de granadas, pedem a proibição das armas usadas pelos policiais durante as mobilizações.

Em Paris, a marcha vai partir da avenida Daumesnil, no 12° distrito de Paris, e continuará até a praça da República. Diversas personalidades que ganharam visibilidade desde o começo do movimento, como Priscillia Ludosky, Eric Drouet e Maxime Nicolle, estarão presentes.

Outras cidades da França terão protestos, como Marselha, onde eles vão desfilar perto do Vieux-Port e prometem erguer um “muro da vergonha”, em memória dos 14 mortos desde o início do movimento. Em Toulouse, eles devem se encontrar às 14h no metrô Jean Jaurès.

Os “coletes amarelos também estarão presentes em Nancy, Lille, Bordeaux e Rouen. Em Libourne, um minuto de silêncio também fará parte da programação, em homenagem às vítimas da cidade.

Jérôme Rodrigues: olho por olho, dente por dente

Jérôme Rodrigues, “colete amarelo” ferido no olho durante os protestos do último fim de semana, é um dos principais organizadores dessa “marcha pelas vítimas”. Em entrevista à RFI, ele prometeu que “não haverá mais violência” nas mobilizações.

“Somos a pátria mãe das constituições, dos direitos humanos da democracia. O povo, por sair às ruas para poder ter a geladeira cheia, está recebendo tiros. Temos direito de falar, de manifestar”, diz. “O quebra-quebra é feito pelos black blocs. É a síndrome do cara bêbado que bate o carro, mata sua família e continua vivo. Os black blocs atacam, correm em todas as direções, e os coletes amarelos ficam parados e levam tiros.”

Jérôme Rodrigues disse que não ficou satisfeito com a proposta do presidente francês de propor um Debate Nacional em toda a França. “Eu gosto da discussão, mas não na forma que o senhor Macron deseja. É uma espécie de reunião entre amigos que não levará a França para a frente”. Ele também criticou a ideia de que os “coletes amarelos” devem parar de protestar agora que o governo começou a responder a algumas das reivindicações. “Só porque o [Grande] Debate está acontecendo não podemos mais andar na rua? Podemos fazer os dois. Ele se assustou após o Ato III, que foi uma guerra em Paris, e acha que fazer uma pergunta aqui e ali vai acalmar o povo?”, argumenta.

Por ter tido a íris de seu olho completamente danificada e correr o risco de perder a visão, Jérôme Rodrigues abriu um processo contra a polícia, o ministro do Interior, Christophe Castaner, e o presidente da República, ainda que, para ele, esse gesto seja apenas simbólico no momento. “Outro dia, estava vendo uma foto minha e fiquei pensando ‘não vou mais ter esse rosto’. Não posso dizer que Macron mandou me matar. Não posso afirmar isso. Mas, às vezes, as pessoas são loucas, o policial me viu e pensou ‘vou ganhar um troféu’”, denuncia.

Segundo Rodrigues, sua agressão durante os protestos foi intencional. “Continuo a acusar a polícia de ter me atacado propositalmente. Muitas pessoas disseram que a polícia apontou o dedo para mim e que ouviram alguém dizer, ‘ele está aqui, atirem’”, conta.

Conselho de Estado aprova uso de balas de borracha

O Conselho de Estado francês rejeitou nesta sexta-feira (1) os pedidos de suspensão do uso do Lanceur de Balle de Défense (“Lançador de Balas de Defesa”, em português), conhecido como LBD 40. O dispositivo giratório, acionado automaticamente, é capaz de fazer vários disparos de uma só vez. 

A Confederação Geral do Trabalho (CGT) e a Liga dos Direitos Humanos tentaram, na quarta-feira (30), convencer os juízes administrativos a proibirem a arma, durante uma audiência de emergência. Mas o Conselho de Estado julgou que o uso do LDB 40 é legal e absolutamente necessário e lembrou que o ministério do Interior fixou um quadro estrito de sua utilização, sem visar a cabeça e privilegiando o torso dos alvos.

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.