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França

Glória para uns, horror de outros: Guia Michelin 2019 retira 3ª estrela do chef Marc Veyrat

media Um ano depois de ganhar sua terceira estrela, Marc Veyrat foi rebaixado para 2 estrelas pelo Michelin, cuja nova seleção é revelada na tarde desta segunda-feira(21). JACQUES DEMARTHON / AFP

O Guia Michelin 2019, a maior instituição da gastronomia francesa, afirmou que deseja refletir a renovação e o dinamismo das novas gerações de chefs, ao incluir uma quantidade inédita de mulheres e jovens talentos. Divulgada nesta segunda-feira (21) em cerimônia na sala Gaveau, em Paris, a seleção do famoso guia é anualmente aguardada com muita expectativa por chefs e gourmets de todo o mundo. No entanto, a decepção de profissionais renomados que perderam as famosas estrelas Michelin se compara, em intensidade, à glória de quem as recebe. Foi o caso, esse ano, de Marc Veyrat.

O chef francês Marc Veyrat anunciou nesta segunda-feira (21) a perda de sua terceira estrela Michelin, a recompensa suprema da alta gastronomia na França, recebida no ano passado por seu restaurante nos Alpes. "Continuo terrivelmente desapontado, pela total incompreensão desta injusta destituição da terceira estrela Michelin. Eu permaneço combativo e presente em minha cozinha com minha equipe", disse, em um comunicado à imprensa.

Veyrat foi premiado com três estrelas em 2018 por seu restaurante "La Maison des Bois", localizado entre Genebra e o mítico Mont Blanc, nos Alpes franceses. "Eu sou um cozinheiro do campo, eu vou continuar a fazer o que for preciso, todos os dias, para que meu restaurante brilhe", disse, sobre o estabelecimento inaugurado em 2013.

O famoso chef de 68 anos, conhecido por seu chapéu preto e sua cozinha com ervas selvagens, já havia conseguido as três estrelas Michelin para dois outros restaurantes localizados na mesma região: o Auberge de l'Eridan, em Veyrier-du-Lac, perto de Annecy, e La Ferme de mon Père, em Megève, dois estabelecimentos que ele vendeu em seguida.

Seu novo estabelecimento, a 1.600 metros acima do nível do mar, celebra a natureza ao redor, começando pelas plantas. Há um forno de pão, um galinheiro, viveiros de peixes e um apiário, suítes de luxo, um spa, um curso de botânica e um heliporto, sem mencionar a escola de culinária. No local, é possível saborear o foie gras em "aspiração" com mirra perfumada; a lagosta é perfumada com "ervas das montanhas"; e "um donut de líquen" inicia a transição para a "avalanche" de sobremesas.

Mas ele não foi o único “destituído” do Guia Michelin: o chef Marc Haeberlin também perdeu sua terceira estrela, após ter brilhado por 51 anos no L'Auberge de l'Ill, em Illhaeusern, no Alto Reno. "Isso é uma tristeza para a [região da] Alsácia", disse a co-gerente do restaurante e irmã do chef, Danielle Baumann Haeberlin.

"Depois de mais de cinco décadas de 3 estrelas, descobri que perdi a terceira. É difícil para as equipes, é difícil para todos, clientes, família, é muito difícil", disse o chefe, entrevistado pelo canal de TV France 3 Alsace. O chefPascal Barbot, estrela tripla nos últimos onze anos pelo seu restaurante L'Astrance, em Paris, sofreu o mesmo destino, de acordo com o jornal Le Point.

Novidades do Guia Michelin 2019

"Setenta e cinco restaurantes passaram às categorias 1, 2 ou 3 estrelas, o que representa um recorde", anunciou Gwendal Poullennec, novo diretor internacional do guia. "Isso reflete o grande dinamismo da gastronomia na França, em todas as regiões", assinalou ele nas redes sociais. Após 15 anos no guia, parte deles na Ásia, Poullennec ascendeu a esse cargo de prestígio em setembro de 2018, substituindo Michael Ellis, que foi para a rede de hotéis de luxo Jumeirah, com sede em Dubai.

Ao revelar alguns elementos da seleção, o diretor prometeu "uma proporção inédita de chefs mulheres, como nunca visto". A evolução não se deve nem a "cotas" de gênero nem a um "rebaixamento de critérios", assinala Poullennec, que destaca uma seleção baseada na diversidade de estilos, perfis de chefs e conceitos gastronômicos.

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