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França

Manifestantes contra acesso ao aborto protestam em Paris

media Manifestantes seguram faixa "Direitos humanos começam desde a origem da vida" em Paris, 20/01/2019 Geoffroy VAN DER HASSELT / AFP

Aconteceu neste domingo (20) em Paris a 13ª edição de “Marcha Pela Vida”, que reuniu milhares de opositores ao acesso ao aborto na França. A manifestação atraiu jovens, que gritaram slogans como “Viver é um direito”, “Aborto: dizer a verdade, é dissuadir” e “Proteger o fraco, isso sim é ser forte”. Eles saíram de Porte Dauphine até a praça de Trocadéro, onde fica a Torre Eiffel.

Os manifestantes usavam lenços azuis, onde estava escrito “Em marcha pela vida, 20 de janeiro de 2019” e “Macron, Macron, não toque nos embriões”. Muitos evocam o número de 220.000 operações abortivas que ocorrem anualmente no país. Em 2017, 216.700 abortos foram praticados, um dado que permanece estável desde 2001.

Nicolas Sévillia, organizador da Marcha, explicou que “além dos danos sociais”, é também uma “dor imaterial” que se expressa através do aborto. Um senador argentino, Mario Fiad, fez um discurso no começo da mobilização, dizendo “apoiar” a Marcha pela Vida. O Senado da Argentina votou, em agosto de 2018, contra a legalização do acesso ao aborto, após diversos debates marcados, segundo Fiad, por “forte pressão” de organizações internacionais.

Apoio do papa

Uma das participantes dessa Marcha pela Vida em Paris foi Viviane Lambert, conhecida por ser mãe de Vincent Lambert, francês que permanece em estado vegetativo há dez anos e cujo destino é centro de debate na França. De um lado, há os que pensam que uma eutanásia deve ser feita; do outro, incluindo a maior parte de sua família, os que dizem que sua vida deve ser preservada acima de tudo, independente da qualidade de sua saúde. “Vincent resiste e resistiremos com ele até o fim”, disse Viviane Lambert.

Os organizadores do evento afirmam ter recebido uma mensagem de encorajamento da parte do papa Francisco. Além disso, eles têm o apoio de Jean-Frédéric Poisson e Christine Boutin, respectivamente presidente e presidente honorário do Partido Cristão-Democrata (PCD). O grupo feminista Witch Bloc Paname organizou, em resposta, uma manifestação pelo direito ao aborto, na rua Boissière, no 16° distrito de Paris.

Movimento internacional

Na sexta-feira (18), em Washignton, nos Estados Unidos, milhares de militantes anti-aborto se reuniram, apoiados pelo presidente americano Donald Trump. O republicano afirmou que vetaria toda legislação do Congresso que “enfraquecesse a proteção da vida humana”.

“Cada vida conta, do momento do nascimento até a morte natural”, disse Mary Ruback, mãe de família presente na manifestação. “Da Casa Branca até a sua casa, a vida ganha novamente lugar na América”, ressaltou o vice-presidente americano, Mike Pence, que faz forte oposição ao direito ao aborto.

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