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França

França: mães sem-teto não têm para onde ir depois do parto

media Abrigo da Cruz vermelha que acolhe famílias mulheres e crianças, sem teto, durante o inverno na região parisiense. Captura de vídeo

A prefeitura acaba de criar um centro, perto da Esplanada dos Inválidos, para minimizar o problema. Ele abriu as portas em dezembro e receberá as mães até março. Atualmente, 22 mulheres vivem com seus filhos no abrigo, que está sendo gerenciado pela Cruz Vermelha.

“O novo centro encheu em apenas uma semana”, disse Alice Monchambert, representante da Cruz Vermelha que gerencia o local. Uma das novas moradoras é a jovem Bintou, 28 anos. “Aqui ganhamos fralda e leite”, conta. Vítima de violência conjugal, ela diz que prefere “tentar tudo” a voltar a viver com o pai da criança. Bintou veio para o centro quando sua filha, Malika, tinha apenas uma semana.

Em Paris, existem 196 vagas em diferentes abrigos reservadas para mulheres grávidas ou que acabam de sair da maternidade, de acordo com o Ministério da Habitação, mas elas são insuficientes. De acordo com a administração dos hospitais parisienses, é comum que as mães fiquem cerca de duas semanas internadas, mesmo com a saúde perfeita, para não irem para a rua.

“As maternidades constatam que há cada vez mais casos de mães em situação de precariedade, que acabam de parir e não tem para onde ir”, ressalta a assessoria da administração dos Hospitais Públicos Parisienses.

Cerca de 12 estabelecimentos da capital registraram esse tipo de situação em 2017, segundo a Agência Regional da Saúde. De acordo com o órgão, pelo menos 2.400 mulheres não tinham para onde ir depois do parto na região parisiense, neste mesmo ano. Muitas grávidas sem-teto também chegam a passar as noites nas macas dos Pronto-Socorro, quando há espaço. A própria Bintou vivenciou a situação durante a gravidez.

Diante do problema, alguns hospitais criaram iniciativas paralelas. É o caso do hospital Hôtel-Dieu, perto da catedral Notre Dame, que criou um espaço dedicado às mães sem-teto da maternidade, gerenciado pela associação Aurora. O local recebeu 181 mulheres e 188 bebês desde março de 2017.

Bebês são solução para visto

Muitas dessas mães acabaram na rua depois de descobrir que estavam grávidas. Os motivos são vários: relação sexual fora do casamento ou com um homem de religião diferente. Outras fugiram da violência, foram vítimas de estupro ou submetidas a um casamento forçado.

Muitas das mães são clandestinas, diz a administração dos hospitais franceses. A maioria é originária da África. Segundo a diretora-adjunta da maternidade de Lilas, Béatrice Bilde, muitas têm um bebê com um pai francês para obter o visto. “É uma questão de sobrevivência para essas mulheres, elas não têm escolha”, explica. “Geralmente o pai reconhece a criança e poderia ajudar financeiramente, mas não se encarrega de fazê-lo”, diz. Nesse caso, se a intenção for comprovada, as mães podem ser expulsas da França.

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