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França

De origem humilde, francês de 23 anos será líder da extrema direita nas eleições europeias

media A líder da extrema direita, Marine Le Pen, do partido Reagrupamento Nacional (RN), e Jordan Bardella chefe de lista do partido para as eleições europeias. 13/01/19 REUTERS/Christian Hartmann

Marine Le Pen, candidata da extrema direita derrotada no segundo turno da eleição presidencial francesa de 2017, revelou na tarde de domingo (13) uma parte da lista de candidatos de seu partido, Reagrupamento Nacional (RN), para as eleições europeias. A novidade é uma jovem liderança, nas mãos de Jordan Bardella, de apenas 23 anos. A nova “estrela” dos conservadores franceses é vista por seus colegas como um “expert” dos debates televisivos.

A candidatura de Bardella foi oficializada durante uma reunião do RN, em Paris. Militante fiel, o jovem aderiu ao partido francês aos 16 anos, “seduzido” pelos discursos de Marine Le Pen, que, na época, chegava à liderança da sigla, em 2011. Ele não demorou para se tornar responsável pela Federação do Frente Nacional (antigo nome do Reagrupamento Nacional) da região de Seine-Saint-Denis, onde nasceu. Em seguida, aos 20, foi eleito a um cargo equivalente ao de deputado estadual na área metropolitana de Paris, em 2015.

Após as eleições presidenciais de 2017, Bardella se tornou porta-voz do partido. Ele deixou de lado seus estudos de geografia na Sorbonne para se dedicar integralmente à carreira política. Em 2018, ele se tornou presidente do Geração Nação, uma ramificação do RN voltada para os mais jovens. Mas sua ascensão não foi linear: em 2015 e em 2017, respectivamente, ele perdeu as eleições departamentais e legislativas na França.

Exemplo de meritocracia

Em suas diversas entrevistas na televisão francesa, onde Jordan Bardella adora aparecer, ele não se cansou de repetir seu passado modesto. O jovem político cresceu na região metropolitana de Paris, num bairro popular. “Minha mãe mora num HLM [conjuntos habitacionais com aluguel moderado] em Saint-Denis. Eu represento a origem modesta e a resistência social”, disse o candidato ao jornal Libération. “A França dos esquecidos também se encontra nas periferias”, ressaltou à revista L’Opinion.

Para o prefeito da cidade de Fréjus, David Rachline, Bardella é um “perfeito exemplo da meritocracia”. “É preciso dar sinais de esperança a nossa juventude e mostrar que nos partidos políticos já bem-sucedidos, como o nosso, também damos oportunidades a jovens de meios populares”, afirmou, por sua vez, o deputado Louis Aliot, ao canal BFMTV.

Mestre do discurso televisivo

De acordo com o jornal Libération, só no mês de dezembro de 2018, Jordan Bardella apareceu 28 vezes na televisão francesa, o que mostra o interesse de seu partido em sua boa capacidade discursiva. O jovem porta-voz do RN participa de entrevistas e debates com facilidade, sem se esquecer dos elementos de linguagem principais da sigla de extrema direita (que se opõe fortemente aos migrantes, como os governos da Itália e da Hungria).

Sua primeira aparição televisiva ocorreu com a ajuda de Florian Philippot, que antes ocupava o lugar de braço direito de Marine Le Pen, mas se desligou do RN para fundar seu próprio partido, Os Patriotas. Para as eleições europeias, Bardella será acompanhado por sua mentora em quase todas as reuniões – cerca de trinta – nas próximas semanas.

Por fim, a juventude de Bardella está sendo apresentada como um argumento pesado para sua designação como líder do grupo de candidatos, passando na frente de membros mais tradicionais, como Nicolas Bay e Louis Aliot. Mas sua falta de experiência também rendeu críticas no seio do partido. “Para as eleições europeias, o programa é técnico, trata-se de ter consciência das engrenagens da União Europeia, sua história. Tenho medo de que [Bardella] seja um pouco frágil”, opinou um membro do partido.

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