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França

Pesquisa confirma crise de confiança inédita dos franceses nas instituições políticas

media Os jornais Libération e Le Figaro desta sexta-feira (11) analisam a perda de confiança dos franceses em suas instituições. Fotomontagem RFI

O movimento social dos "coletes amarelos" revelou uma crise de confiança inédita dos franceses em suas instituições políticas. Uma pesquisa anual do Centro de Estudos da Vida Política Francesa (Cevipof), cujos resultados são publicados nesta sexta-feira (11) pelo jornal Le Figaro, mostra que a população está profundamente insatisfeita com o Legislativo e o Executivo.

Do presidente ao primeiro-ministro, senadores e deputados, políticos de todos os partidos são atingidos por esse fenômeno. Para os franceses, apenas os prefeitos, que compartilham as dificuldades dos cidadãos no cotidiano, e as instituições de serviço público, como hospitais, escolas, Forças Armadas e a polícia contam com o reconhecimento da população. Segundo o levantamento, 85% dos entrevistados estimam que os políticos não se preocupam com eles.

Na avaliação do Le Figaro, o quadro é preocupante. O movimento social dos coletes amarelos mostrou que os franceses não têm mais confiança nos políticos, jornalistas, banqueiros e sindicatos. Todas as categorias que orbitam em torno do poder são rejeitadas, acusadas de cinismo, ganância e incompetência.

O diário adverte que o grande erro seria ficar apontando a extrema direita como única responsável pela onda de protestos, já que um dos principais porta-vozes do movimento, Maxime Nicolle, é um simpatizante de longa data do partido de Marine Le Pen. É hora de reagir, diz Le Figaro, porque a desconfiança é compartilhada por toda a população.

Libération aponta demagogia nas críticas aos funcionários de elite

O jornal Libération analisa a demissão de Chantal Juanno, a ex-ministra que deveria coordenar os trabalhos do grande debate nacional para encontrar soluções à crise dos coletes amarelos. Titular de um posto como alta funcionária do Estado, ela foi levada a renunciar à tarefa pela polêmica provocada por seu salário mensal de R$ 63 mil, uma quantia considerada "abusiva" pelos coletes amarelos.

Em seu editorial, Libération defende a elite de altos funcionários formados na Escola Nacional de Administração (ENA), "admirados na arena internacional". É o caso da ex-ministra levada à demissão. Segundo o jornal de esquerda, esses técnicos enfrentam longos anos de formação e concursos públicos - isentos de nepotismo - até encontrar um posto na administração. "Eles são confrontados a jornadas de trabalho estressantes, sem horário para terminar, a tarefas complexas, além de enfrentar uma concorrência feroz", diz o texto.

Para o Libération, é demagógico tratar esses técnicos de carreira como pessoas isoladas da realidade, o que tem sido feito pelos coletes amarelos por uma suposta vida de privilégios que eles levariam. "Eles trabalham submetidos à autoridade política de um ministro e podem a qualquer momento ser transferidos para outras funções, além de tomarem decisões importantes", argumenta o diretor de redação Laurent Joffrin.

Para o Libération, a dedicação cotidiana desses funcionários justifica o salário que ganham. "Se eles buscassem trabalho no setor privado, poderiam ganhar o dobro ou triplo, às vezes mais", enfatiza. Para o Libération, os funcionários de elite franceses não são "privilegiados da República", ao contrário de alguns políticos que abusam de seus mandatos para indicar amigos e parentes em postos de confiança.

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