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França

"Debate nacional" de Macron visa fim de insatisfação e protestos na França

media Alguns "coletes amarelos" pedem a demissão do presidente Emmanuel Macron. REUTERS/Stephane Mahe

Apesar das concessões feitas pelo presidente francês, Emmanuel Macron, os manifestantes coletes amarelos seguem nas ruas e prometem realizar uma nona rodada de protestos neste sábado (12), em todo o país. Na terça-feira (15), o governo vai lançar mais uma cartada para tentar acabar com o movimento: um “grande debate nacional” promete ouvir diretamente a opinião dos franceses sobre os temas mais diversos que afligem a população.

Os debates, que devem ocorrer até março, estão na reta final de organização e os detalhes serão divulgados na segunda-feira (14). Há vários dias, os franceses já podem detalhar por escrito, nas prefeituras, os temas que consideram prioritários para a discussão. Os mais evocados até o momento foram um alívio tributário e o retorno do Imposto Sobre a Fortuna, abolido parcialmente por Macron.

Temas polêmicos de fora

Os assuntos girarão em torno de quatro vastos temas, pré-definidos pelo governo. São eles: habitação, mobilidade e aquecimento (das moradias), no âmbito da transição ecológica; tributação mais justa, eficaz e competitiva; evolução da democracia; e como tornar o Estado e os serviços públicos mais eficientes e próximos dos franceses.

Assuntos polêmicos levantados por integrantes dos coletes amarelos, como o aborto, a pena de morte ou o casamento entre pessoas do mesmo sexo, “não estarão na mesa porque são assuntos inscritos no nosso Direito e conformes aos valores prezados pelo presidente da República”, explicou o porta-voz do governo, Benjamin Griveaux. Já a imigração, um tema recorrente nas manifestações, poderá ser abordada no contexto das discussões sobre “cidadania”.

O diálogo poderá ocorrer de variadas maneiras e será organizado em locais frequentados das cidades, como a prefeitura, as feiras ou até nas empresas. Cada cidadão também pode promover um debate no seu bairro, cidade ou região.

As conclusões poderão ser inscritas em uma plataforma aberta pelo governo na internet. Integrantes do governo, que promete manter a neutralidade nas conversas, participarão das conferências dos cidadãos, selecionadas por sorteio.

Expectativa por carta e ceticismo

Na véspera do início dos debates, Macron deve divulgar uma carta que prometeu escrever aos franceses, na qual explicará os rumos que pretende dar ao governo nos próximos meses. O conteúdo da carta é guardado a sete chaves pelo Palácio do Eliseu.

Apesar destes sinais de abertura por parte do presidente, os franceses se mostram céticos quanto à realização da iniciativa. Uma pesquisa do instituto Odoxa-Dentsu Consulting divulgada nesta sexta-feira indicou que 70% da população pensa que a medida não será útil para o país. Além disso, 80% afirmaram que os debates não permitirão abordar todos os assuntos.

A sondagem também sinalizou que 77% dos franceses não acha que os debates ocorrerão “de maneira independente do poder”. Por isso, apenas 32% das pessoas pretende participar dos diálogos.

Ao fim dos debates, caberá ao governo decidir o que fará, ou não, com as conclusões. Macron já deixou claro que não voltará atrás no fim do Imposto Sobre e Fortuna, apesar da impopularidade da medida. O presidente também promete não recuar nas reformas previstas no seu mandato, como a das aposentadorias e do funcionalismo público.

 

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