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França

Macron condena violência de "coletes amarelos" depois de novos tumultos

media Diversos incidentes foram registrados no boulevard Saint Germain, em Paris REUTERS/Gonzalo Fuentes

Os "coletes amarelos" voltaram a se mobilizar neste início de ano e mais de 50 mil pessoas manifestaram neste sábado (5) em toda a França. O porta-voz do governo francês, Benjamin Griveaux, precisou ser evacuado depois que manifestantes invadiram o prédio do Ministério onde ele trabalha, no 7° distrito de Paris.

Milhares de pessoas foram às ruas neste sábado na França no chamado “Ato 8” da mobilização, marcado por tumulto e violência nas ruas da França. O presidente francês, Emmanuel Macron, publicou uma mensagem no Twitter, neste sábado (5) à noite, condenando o tumulto. "Mais uma vez, uma violência extrema veio atacar a República - seus guardiães, seus representantes, seus símbolos. Quem comete esses atos esquece a base de nosso pacto cívico. A justiça será feita. Todos devem se acalmar para que possa haver debate e diálogo", escreveu o chefe de Estado francês.

Em Paris, um incêndio foi registrado em um barco-restaurante perto do Musée d'Orsay. Várias motos, um carro e latas de lixo foram queimados no Boulevard Saint-Germain, bairro turístico da capital, onde foram erguidas barricadas improvisadas. O oitavo dia de mobilização reuniu 50 mil manifestantes em toda a França, mais do que os 32 mil do sábado passado (29), segundo o ministro do Interior, Christophe Castaner.

Porta-voz foge depois de invasão de trator

O ministro do Interior, Christophe Castaner, tentou minimizar o movimento, dizendo que ele não é representativo. “50 mil é pouco mais de uma pessoa por município na França”, declarou ao canal de TV LCI. Em Paris, a passeata na Champs Elysées teve a presença de 4 mil pessoas à tarde. Um policial ficou ferido.

O porta-voz do governo, Benjamin Griveaux, teve que ser evacuado às pressas de seu gabinete. Um grupo de “coletes amarelos” invadiu o pátio do prédio histórico onde ele trabalha com um trator, depois de arrombar a porta do local, situado no 7° distrito da capital, queimando dois carros. "Não sou eu quem é alvo, é a República", por "aqueles que desejam a insurreição, derrubar o governo", mas "a República está de pé", declarou.

Em Rouen, no noroeste do país, a polícia disparou bombas de gás lacrimogêneo e balas de defesa, atingindo um manifestante na cabeça. Em seguida, "coletes amarelos" ergueram barricadas e lançaram projéteis contra um quartel da polícia, segundo o procurador da cidade. Cerca de 4.600 "coletes amarelos" também desfilaram em Bordeaux, mas sem confrontos com as forças de segurança. Em Toulouse, foram 2.000 pessoas, contra 1.350 no último sábado.

Milhares de "coletes amarelos" também bloquearam em ambas as direções a estrada A7 que atravessa a cidade de Lyon, gerando engarrafamentos na volta das festas de fim de ano. "Estamos aqui para mudar o sistema, então enquanto não houver nada que mude, continuaremos a estar lá, não temos razão para voltar", disse Walter, estudante 23 anos de idade.

Debate nacional

O movimento de "coletes amarelos" reúne franceses das classes médias e baixa, que vivem, na maior parte dos casos, longe dos grandes centros. Eles criticam, desde 17 de novembro, a política fiscal e social do governo, considerada injusta, e também reivindicam maior poder aquisitivo. Há um mês e meio eles bloqueiam rotatórias nas rodovias francesas e realizam manifestações. Os grupos, difusos, seguem diferentes vertentes e não tem um líder designado. A eles se misturam oportunistas que promovem o quebra-quebra.

Os manifestantes que continuam nas ruas se dizem insatisfeitos com as concessões anunciadas pelo presidente Emmanuel Macron, que incluem o cancelamento neste ano 2019 do aumento dos impostos sobre os combustíveis e medidas para melhorar o poder de compra, que totalizam cerca de € 10 bilhões de euros. Um debate nacional que será aberto em meados de janeiro para trazer reivindicações.

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