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França

"Entendo a raiva dos coletes amarelos no dia a dia", diz Brigitte Bardot

media Brigitte Bardot, en 2007. AFP/Eric Feferberg

A atriz e ativista Brigitte Bardot, que já havia se declarado favorável ao movimento francês dos “coletes amarelos”, disse compreender a “raiva” dos manifestantes. A declaração foi dada ao jornal francês “Midi Libre Dimanche”, que publicou a entrevista neste domingo (6).

“Quando vejo milhões de euros sendo utilizados para coisas de uma futilidade inimaginável, quando eu vejo os políticos viajando em jatinhos privados, quando vejo os carros, os motoristas…todo esse dinheiro, gasto dessa forma, é insuportável”, disse a atriz. “Ele deveria ser dado às pessoas que não têm nada”, declarou a atriz, se referindo às manifestações dos "coletes amarelos", que acontecem desde o dia 17 de novembro na França.

Segundo Bardot, os “Restos du Coeur”, restaurantes populares mantidos por associações e doações que distribuem refeições a preços módicos na França, deveriam ser subsidiados pelo Estado. A atriz, ícone do cinema francês e mundial, aproveitou para parabenizar os voluntários pelo trabalho realizado.

Questionada sobre a reação do governo e as respostas do presidente francês, Emmanuel Macron, às reivindicações do movimento, ela declarou que eram “pouco convincentes.” Brigitte Bardot, que está no comando de uma associação para defesa dos animas, aproveitou para defender sua causa e disse que já havia pedido ao presidente “um milagre de Natal”.

Segundo ela, o Executivo ignora as petições pelos direitos dos animais. “Em Paris não há mais espaço para eles”, disse. “Deveríamos escolher um colete de uma outra cor e se revoltar para proteger todos os animais do planeta. Já não tenho mais idade para tomar esse tipo de iniciativa, mas outros poderiam fazê-lo”, declarou.

Em defesa dos cavalos

A atriz francesa também disse ter enviado uma carta a uma das filhas da primeira-dama Brigitte Macron, Tiphaine Auzière, que é apaixonada por cavalos, para pedir a abolição da venda da carne de cavalo na França. Cerca de 20 mil toneladas desse tipo de carne são consumidas por ano no país, o que representa menos de meio quilo por ano por habitante. “É um horror”, declara Brigitte Bardot.

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