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França

“Peão do populismo nacionalista”, Bolsonaro quer livrar Brasil do socialismo, diz Le Monde

media Apoiadores do novo presidente, Jair Bolsonaro, assistem à cerimônia de posse, 1° de janeiro de 2019. © REUTERS/Sergio Moraes

Os jornais franceses analisam nesta quarta-feira (2) os dois discursos de Jair Bolsonaro durante a posse, em Brasília. Os pontos que mais chamaram a atenção dos editorialistas na França foram o combate à ideologia de esquerda e ao "politicamente correto", que deixa o campo aberto para arbitrariedades.

Le Figaro e Le Monde destacam dos discursos de Bolsonaro o trecho em que o presidente de extrema direita prometeu libertar o "Brasil do socialismo". Le Monde sublinha, particularmente, o tom conservador em temas como o combate às "ideologias nefastas" que "destroem as famílias" brasileiras.

"Considerado um novo peão do 'populismo nacionalista' no tabuleiro do xadrez mundial, Bolsonaro demonstrou, neste primeiro dia de 2019, a mesma retórica agressiva que a maioria de seus pares, glorificando a polícia, atacando o socialismo, desconsiderando os direitos humanos, opondo-se à defesa do meio ambiente e ao desenvolvimento econômico e defendendo os valores judaico-cristãos supostamente prejudicados", escreve o jornal Le Monde.

Discurso conservador não assusta investidores

Les Echos, o maior diário econômico do país, diz que o presidente de extrema direita, elevado à categoria de "mito" por seus apoiadores, foi direto ao assunto ao pedir o apoio do Congresso para realizar "reformas estruturantes", destinadas a enterrar vários anos de má governança e corrupção. O jornal assinala que o fato de Bolsonaro gerar questionamentos pela sua personalidade controvertida não assusta a maioria dos investidores, que apostam na política ultraliberal do ministro Paulo Guedes para recuperar a economia. Por enquanto, prevalece o otimismo entre os brasileiros, relata Les Echos

Em entrevista ao jornal, o embaixador e ex-ministro Rubens Ricupero explica que Bolsonaro vai se alinhar à doutrina de Donald Trump e seguir os passos do presidente americano em tudo o que for possível, ou seja: rejeitar o multilateralismo, a ONU, a OMC e o Acordo de Paris sobre mudanças climáticas. Ricupero destaca as declarações de Eduardo Bolsonaro, que "dá a impressão de ser uma espécie de canal paralelo com Washington". Ao analisar os posicionamentos de Eduardo sobre a China, por exemplo, é possível antever um resfriamento das relações políticas entre Brasília e Pequim e até dificuldades no interior do BRICS. O ex-ministro lembra que o Brasil assume em 2019 a presidência do grupo de países emergentes e deve enfrentar um desafio complicado pela falta total de empatia do novo governo com os emergentes.

A publicação Courrier International, que reúne reportagens publicadas na imprensa em todo o mundo, cita que apesar da saudação de Trump a Bolsonaro, o republicano se esquivou da posse, como destacou o Washington Post.

 

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