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França

Paris brilha com Ano Novo festivo e sem incidentes na avenida Champs Élysées

media Espetáculo de fogos de artifício no Arco do Triunfo reuniu 250 mil pessoas na avenida Champs Élysées, cartão postal de Paris. REUTERS/Christian Hartmann

Cerca de 250 mil pessoas passaram a virada do ano na famosa avenida Champs Élysées, em Paris, onde a celebração transcorreu com tranquilidade e num ambiente festivo. As cenas de guerrilha urbana vistas nas manfestações dos "coletes amarelos" foram substituídas por uma animada confraternização.

A noite do Réveillon teve segurança reforçada na capital francesa, com 12.000 policiais nas ruas e uma ampla área fechada à circulação de veículos. A prefeitura da capital exibiu um grande espetáculo, com projeções de imagens e som no Arco do Triunfo, seguido de fogos de artifício.

A posse de bebida alcoólica foi proibida nas proximidades da avenida, da Torre Eiffel e da praça do Trocadero, locais onde os turistas se reuniram. Apenas algumas dezenas de manifestantes dos "coletes amarelos" eram visíveis no meio da multidão de espectadores.

"Coletes amarelos" festejam Ano Novo na avenida Champs Élysées com mensagens para o presidente: "Fora Macron, presidente dos ricos, assassino dos pobres; abraços gratuitos são bem-vindos". Reuters

Segundo as autoridades, cerca de 200 "coletes amarelos" atenderam à convocação para uma manifestação não violenta no Arco do Triunfo. Em lugar de reivindicações e prostestos, como ocorreu nos fins de semana de dezembro, os franceses optaram pela comemoração.

Macron critica "porta-vozes de multidão de ódio"

Poucas horas antes da meia-noite, em seu tradicional discurso na televisão pelo Ano Novo, o presidente Emmanuel Macron pediu à população que confiasse na França e na Europa. Ele fez três votos para 2019: pela "verdade", "dignidade" e "esperança".

O presidente instigou os franceses a "superarem o egoísmo nacional, os interesses particulares e o obscurantismo juntos, numa era de reviravoltas sem precedentes e que põe em cheque a ordem nacional". Porém, segundo Macron, não se pode trabalhar menos e ganhar mais, diminuir os impostos e aumentar os gastos, não mudar de hábitos e respirar um ar mais limpo.

Em tom firme e combativo, o chefe de Estado denunciou "os porta-vozes de uma multidão de ódio", salientando que ouviu coisas "inaceitáveis" nas últimas semanas, em alusão a ações violentas dos "coletes amarelos". Macron condenou todos aqueles que, a pretexto de um descontentamento, "agrediram deputados, policiais, jornalistas, judeus, estrangeiros e homossexuais". "Isso é a negação da França", criticou o presidente, acrescentando que "a ordem republicana será garantida sem complacência".

Susto no parque de diversões

Em todo o país, 148.000 policiais foram mobilizados na noite da virada, e nenhum incidente grave foi registrado. Houve apenas um susto na região da Bretanha.

Oito pessoas, incluindo cinco adolescentes, passaram a meia-noite bloqueadas num brinquedo a 50 metros de altura, em Rennes (oeste), por causa de um problema técnico. As vítimas foram resgatadas às 4h, após nove horas de espera no frio, mas passam bem.

Milhares de parisienses e turistas lotaram a avenida Champs Élysées na virada do ano. REUTERS/Christian Hartmann
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