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França

Protestos de 'coletes amarelos' contam com pouca adesão na França

media Oficiais da polícia de choque montam guarda durante uma manifestação pelo movimento "coletes amarelos" na Champs Elysees perto do Arco do Triunfo em Paris, em 29 de dezembro de 2018. REUTERS/Christian Hartmann

Os "coletes amarelos" voltaram a se manifestar neste sábado (29), no sétimo fim de semana de protestos na França, contra a política social e fiscal do presidente Emmanuel Macron, mas contaram com poucos milhares de pessoas mobilizadas, embora com alguns incidentes com as forças de segurança.

No meio da tarde, pouco mais de mil pessoas se reuniram em Paris, Marselha (sudeste) e Nantes (centro-oeste). O comparecimento foi maior em Bordeaux (sudoeste) com vários gritos de "Fora Macron".

Alguns incidentes ocorreram na capital - com lançamento de projéteis contra a polícia, que respondeu com bombas de gás lacrimogêneo e detenções -, em Rouen (nordeste) e em Nantes.

Iniciado em meados de novembro, este movimento diminuiu durante as últimas semanas: em 22 de dezembro houve 38.600 manifestantes, na semana anterior foram 66 mil, enquanto no primeiro sábado de protestos, em 17 de novembro, 282 mil pessoas se manifestaram, segundo dados do governo francês.

Contudo, segundo vários membros deste movimento, surgido de forma espontânea e sem vínculo com partidos políticos ou sindicatos, a desmobilização se deve às festas de Natal e eles preveem uma forte mobilização em janeiro, apesar das concessões já anunciadas pelo governo.

Contra a desigualdade

"Todos devem entender que não vamos parar", assegurou Thierry, de 51 anos, um mecânico que denuncia uma divisão muito desigual da riqueza na França.

"Queremos recuperar poder adquisitivo e que nossa palavra conte na tomada de decisões", assegurou Priscillia Ludosky, uma das figuras do movimento após impulsionar uma bem-sucedida petição contra o aumento do preço do combustível.

Em outras cidades, os "coletes amarelos" preferiram não revelar as suas ações para surpreender as forças de segurança.

Alguns "coletes amarelos" também planejaram se manifestar na véspera do Ano Novo, durante a qual são esperadas várias concentrações de manifestantes na avenida Champs-Élysées, em Paris.

A mobilização foi um golpe para o turismo, especialmente para o setor de hotelaria francês, que não está com lotação plena para o Ano Novo, como de costume, depois de um Natal fraco: os turistas estrangeiros foram negativamente impactados pelas imagens de manifestações violentas relacionadas aos "coletes amarelos".

Desde o início dos protestos, 10 pessoas morreram acidentalmente e 1.500 manifestantes ficaram feridos, 50 deles gravemente.

(Com informações da AFP)

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