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França

Organizações e partidos de esquerda protestam ao lado de "coletes amarelos" em Paris

media Regimento da cavalaria cerca "coletes amarelos" na praça da Ópera, em Paris. REUTERS/Christian Hartmann

O quinto sábado de mobilização dos "coletes amarelos" em Paris é marcado pela adesão política de 15 organizações de esquerda e de extrema esquerda nas manifestações da capital. Estudantes e militantes, alguns vestindo "coletes amarelos", começaram a se reunir às 10h (7h em Brasília) na área da estação ferroviária Saint-Lazare e da Ópera Garnier, no 8° distrito da capital, com a intenção de seguir em passeata até a praça da República, no centro.

Até agora, o movimento dos "coletes amarelos" buscou se apresentar como suprapartidário e desvinculado de partidos políticos, embora desde o início da mobilização, em meados de novembro, militantes de extrema direita e de extrema esquerda tenham sido identificados nos grupos formados nas redes sociais.

Diante da dimensão que o movimento ganhou e da visibilidade que ele proporciona, cerca de 15 organizações de esquerda, incluindo o Partido da Esquerda, o Novo Partido Anticapitalista (NPA), o Sindicato Solidários, e os coletivos Gerações, Attac e Direito à Habitação publicaram um comunicado de apoio aos "coletes amarelos" nessa sexta-feira (14) e hoje protestam lado a lado dos manifestantes. O presidente da Central Sindical CGT, Philippe Martinez, também aderiu à pauta social dos "coletes amarelos" e defende agora uma "convergência das lutas".

Durante a manhã, nas escadarias da Ópera Garnier, cerca de 400 "coletes amarelos" e militantes de esquerda fizeram um minuto de silêncio em homenagem aos seis mortos e às centenas de pessoas feridas desde o início do movimento, no dia 17 de novembro. Alguns gritavam "Emmanuel Macron, nós viemos para te levar para casa". Um pequeno grupo exibia rosas brancas. Ao final do ato, eles cantaram a Marselhesa, o hino nacional francês.

O documentarista Tony, 40 anos, pela primeira vez entre os "coletes amarelos", disse que o movimento é unitário e "abarca uma grande massa democrática". "Sou parisiense, estou tentando convencer outros parisienses de que os 'coletes amarelos' não são estúpidos", explicou.

"Estamos aqui hoje porque não queremos ser os próximos sem-teto, como vemos aos milhares em Paris", disse Julie, 31 anos, que veio da região de Aisne (norte) para protestar por seu terceiro sábado consecutivo na capital.

O ato 5 da mobilização contra o aumento de impostos e em defesa do poder aquisitivo vem ocorrendo de forma pacífica, com poucos incidentes registrados em Paris. A polícia deteve 46 pessoas até 12h30 (9h30 em Brasília), contra 335 no mesmo horário na semana passada (8).

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