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França

Recuo do movimento dos coletes amarelos é pouco provável para imprensa

media Destaque na imprensa francesa para as medidas anunciadas pelo presidente Emmanuel Macron. Fotomontagem RFI

A imprensa francesa analisa nesta terça-feira (11) as medidas anunciadas ontem pelo presidente Emmanual Macron para aplacar a revolta dos "coletes amarelos" contra a injustiça fiscal na França. A percepção da maioria dos jornais é que o aumento de € 100 por mês para quem ganha o salário mínimo, o cancelamento da alta de um encargo social nas aposentadorias até € 2.000 e a isenção de impostos nas horas extras não são suficientes.

Segundo o jornal Le Parisien, Macron deu um passo na direção das políticas sociais, apresentando medidas concretas, o que abre novas perspectivas de negociação com o Parlamento, empresários, sindicatos e os coletes amarelos. Mas o diário receia que a oposição tenha "um comportamento desprezível" uma vez que, antes de Macron falar na TV, opositores já diziam que nenhum anúncio do chefe de Estado seria suficiente.

A demora na resposta de Macron amplificou entre os coletes amarelos uma expectativa de renúncia do presidente, algo impensável salvo ruptura institucional. Macron foi eleito em maio de 2017 para um mandato de cinco anos, até 2022. A questão é que o presidente acabou no meio de um intenso tiroteio de adversários, como Jean-Luc Mélénchon (esquerda radical), Marine Le Pen (extrema-direita), Laurent Wauquiez (direita tradicional), o ex-presidente François Hollande e outros opositores, que por motivos eleitoreiros tentam enfraquecê-lo o máximo possível.  

Pessimismo geral

Para o diário econômico Les Echos, "Macron não economizou nos meios para tentar apaziguar a revolta dos franceses mais humildes. Os trabalhadores pagos com o salário mínimo ganharam numa única tacada um aumento que nenhum sindicato conseguiu obter para eles desde e Revolução de Maio de 1968". Mas o custo para comprar a paz social será pago pelo Estado e pelos contribuintes, lamenta esse jornal de tendência liberal, temendo o comprometimento definitivo das finanças públicas francesas. Mais uma vez a violência venceu como método de luta social, deplora Les Echos.

O editorialista do jornal Le Figaro também teme que os coletes amarelos não vão se contentar com essas medidas, destacando o caráter louvável dos anúncios feitos por Macron. As pessoas deveriam voltar à razão, diz o editorial, mas a desconfiança vista nas ruas é tão impressionante que o futuro da democracia francesa está ameaçado.

Libération avalia que Macron adotou uma estratégia para obter o apoio da população ante as expectativas exageradas dos coletes amarelos. Nenhum governo seria capaz de resolver 40 anos de aprofundamento das desigualdades num passe de mágica. Tudo indica que o movimento não vai terminar de um dia para o outro, afirma Libération.
   
Para o diário católico La Croix, a revolta popular só será contida com o passar dos meses se Macron de fato realizar os debates públicos que prometeu em torno do sistema fiscal e da descentralização do poder de decisão, envolvendo os cidadãos nas escolhas, ouvindo prefeitos e eleitos municipais, os políticos chamados de terreno, os únicos capazes de identificar as necessidades cotidianas dos franceses. Macron terá de provar sua lealdade e perseverança em relação aos objetivos que anunciou, afirma La Croix.

O jornal comunista L'Humanité afirma que Macron acabou cedendo, depois de ser colocado contra a parede pelos coletes amarelos, mas as concessões estão muito aquém do necessário. L'Humanité critica o início do discurso do presidente, que condenou a violência das manifestações em vez de se desculpar pelas ofensas feitas aos franceses de baixa renda.

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