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França

Coletes amarelos: França se prepara para manifestações no sábado

media Os coletes amarelos na avenida dos Champs-Elysées (24/11). Bertrand GUAY / AFP

Os coletes amarelos estão em todos os jornais franceses de hoje. Às vésperas de uma manifestação que pode repetir ou piorar o cenário de guerrilha urbana da semana passada em Paris, os diários analisam o movimento nascido nas redes sociais há um mês. A insatisfação começou com o anúncio de um imposto sobre os combustíveis. A essa reivindicação se juntaram outras ligadas à perda do poder aquisitivo.

Mais uma vez, as convocações espontâneas, com algumas tentativas de organização, chamam os coletes amarelos para manifestar, principalmente em Paris, mais especificamente na região da avenida dos Champs-Elysées. Mas há chamados para concentrações em outros pontos nevrálgicos da cidade, como Bastilha e praça da Republique.

O jornal Libération conversou com alguns coletes amarelos. Eles professam uma atitude pacífica “e apontam o dedo para uma estratégia bem mais agressiva das forças de ordem”. Poucos coletes amarelos apoiam os baderneiros abertamente. “Somos 100% pacíficos”, diz um grupo na cidade de Rennes. “Quando vi que atacavam os monumentos franceses fiquei com muita raiva, isso é inaceitável”, diz Erwan, um porta-voz do movimento, soldador de profissão.

O jornal Figaro conta que “enquanto as forças de ordem se preparam para o pior” e que os dispositivos vão ser adaptados para reagir à violência. “Enquanto um clima de ares pré-insurreição toma conta da França e que alguns radicais alimentam a esperança de iniciar uma guerra civil, policiais e soldados se preparam para enfrentar o pior possível”.

Uso de armas é cogitado

Diante de pessoas equipadas para provocar violência, um policial veterano, que não se identifica, diz que dessa vez ele não exclui “o uso de armas” por parte das forças de ordem.

O jornal Libération critica a estratégia do Eliseu de dramatizar, de instigar o medo e o temor “de uma grande violência”. Uma fonte da presidência falou em milhares de pessoas determinadas, que se preparavam para “quebrar tudo e mata”.

O primeiro-ministro afirma que “a República é sólida” e diz crer no bom senso dos franceses. Já o presidente Emmanuel Macron continua preso no mutismo e deve fazer uma declaração apenas na semana que vem.

Para o jornal econômico Les Echos, “Paris se prepara para um sábado negro”. As autoridades pediram que o comércio, teatros e museus permaneçam fechados e que manifestações esportivas sejam canceladas.

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