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França

"Nenhum imposto deve colocar em risco a união da nação", diz premiê francês sobre aumento nos combustíveis

media O primeiro-ministro francês, Edouard Philippe, anunciou nesta terça-feira (4) o congelamento por seis meses do aumento do preço dos impostos sobre os combustíveis. Captura de vídeo

Em um breve discurso em cadeia nacional de rádio e televisão, o primeiro-ministro francês, Édouard Philippe, anunciou nesta terça-feira (4) a suspensão do aumento no imposto sobre combustíveis durante seis meses. O governo foi obrigado a recuar após quase três semanas de violentos protestos dos "coletes amarelos", que agora ganham o apoio de diversos setores.

"Nenhum imposto deve colocar em risco a união da nação", afirmou Philippe, que garantiu também que o preço do gás e da eletricidade não aumentarão "durante o inverno". Segundo ele, "seria preciso ser surdo para não ouvir a revolta dos franceses".

"Desde o início do movimento, quatro compatriotas morreram, centenas de cidadãos - particularmente membros das nossas forças de ordem - foram feridos, às vezes gravemente. É por isso, na preocupação de acalmar, que tomamos essas decisões com o presidente da República", reiterou, condenando as violências e as degradações das manifestações.

Assim, as três medidas fiscais que deveriam entrar em vigor no dia 1° de janeiro estão temporariamente congeladas. Além do aumento do imposto sobre o diesel, gasolina e óleo combustível, a convergência da taxação do diesel ao da gasolina e o aumento do diesel para os profissionais, também foram suspensos durante seis meses. Um "bônus mobilidade" à população será estudado pelo governo.

Segundo Philippe, essas medidas "não serão aplicadas antes de serem debatidas com todas as partes envolvidas". Assim, do 15 de janeiro ao 1° de março de 2019, o governo pretende realizar "um grande debate sobre os gastos públicos". "Durante esse período, queremos identificar e colocar em prática medidas de acompanhamento justas e eficazes. Se não as encontrarmos, teremos que arcar com as consequências", disse.

Os diálogos com a população sobre a transição à energia limpa, anunciada pelo presidente francês, Emmanuel Macron, em plena crise com os "coletes amarelos" serão melhorados, garantiu o premiê. "O governo fez propostas. Talvez elas sejam insuficientes ou inaptas. As soluções devem ser diferentes nas grandes cidades e no interior. Vamos conversar, melhorá-las, completá-las. Estou pronto", afirmou Philippe.

Quase três semanas de revolta

O movimento dos "coletes amarelos" teve início há quase três semanas, com bloqueios de estradas, rodovias e depósitos de combustíveis. O protesto se concentrou no aumento da tributação ecológica sobre combustíveis poluentes que deveria entrar em vigor em 1° de janeiro de 2019. A previsão era que o litro do diesel tivesse um acréscimo de € 0,065 (R$ 0,28) e da gasolina de € 0,029 (R$ 0,12).

No entanto, o movimento ganhou amplitude e as reivindicações aumentaram. Os coletes amarelos exigem também uma revisão geral da tributação na França, a distribuição das riquezas de forma mais justa e a realização de referendos sobre as principais questões envolvendo o país.

"Os franceses não querem migalhas, eles querem a baguete inteira", afirmou Benjamin Cauchy, um dos representantes dos "coletes amarelos".

O restabelecimento do Imposto Sobre a Fortuna (ISF), suprimido em 2017 por Macron - outra reivindicação dos manifestantes -, foi descartado pelo governo. Entretanto, o executivo poderia aumentar os impostos cobrados na transmissão de heranças e nas doações de bens, segundo economistas próximos de Macron.

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