Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 24/05 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 24/05 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 24/05 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 24/05 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 24/05 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 24/05 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 23/05 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 23/05 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
Últimas notícias
  • Filme do brasileiro Karim Aïnouz ganha prêmio Um Certo Olhar no Festival de Cannes
França

Manifestante morre atropelada em dia de protestos contra alta de combustíveis na França

media "Coletes amarelos" tentam bloquear a circulação no Arco do Triunfo, em Paris. REUTERS/Charles Platiau

A mobilização popular na França dos chamados "coletes amarelos", motoristas revoltados com o aumento de 20% nos preços dos combustíveis neste ano e a queda de poder aquisitivo, começou cedo neste sábado (17) e já fez uma vítima. Uma manifestante foi atropelada e morreu durante um protesto no leste do país.

No final da manhã, o Ministério do Interior já registrava 47 feridos, três em estado grave, em acidentes de trânsito nos locais de bloqueio dos manifestantes.

A classe média francesa e trabalhadores que sofrem com os baixos salários estão nas ruas e estradas de todo o país para demonstrar a insatisfação com a alta do custo de vida, as políticas do presidente Emmanual Macron favoráveis aos mais ricos e a falta de atenção do governo às categorias de menor renda.

Durante a manhã, segundo o Ministério do Interior, 50.000 pessoas participavam de ao menos 1.000 protestos espalhados pelo território. No início da tarde, já eram 124.000 participantes e 2.300 protestos.

Assim como algumas ações ocorrem de forma pacífica, em algumas localidades os manifestantes, vestidos com coletes refletivos fluorescentes amarelos, ergueram barricadas e incendeiam pneus, impedindo a passagem de motoristas que não aderiram ao movimento.

Quatro mil policiais estão mobilizados em todo o país. O governo lembra que as sanções em caso de bloqueio de vias públicas variam de 2 anos de prisão à multa de € 4,6 mil (R$ 19 mil) e seis pontos retirados na carteira de motorista.

Classe média sufocada pelo alto custo de vida

A gota d'água para a mobilização popular, organizada pelas redes sociais, foi o aumento do imposto cobrado no litro do diesel, com o objetivo de diminuir o consumo, obrigar os franceses a trocar carros antigos por mais novos menos poluentes, e também financiar a transição energética para uma economia sustentável. Apenas no ano que vem, o Estado vai faturar € 34 bilhões (R$ 145 bilhões) com impostos na venda de combustíveis.

Com a alta do preço do petróleo no mercado internacional, mais o reajuste das taxas, milhares de franceses que usam o carro diariamente para trabalhar, principalmente em zonas rurais e nas periferias das grandes cidades, viram o orçamento mensal encolher.

O litro do combustível custa em média, atualmente, de R$ 6,40 (diesel) a R$ 6,54 (gasolina). Mas um novo reajuste previsto para o início de janeiro de 2019 irá causar mais perdas para as famílias de renda média e baixa.

O presidente Macron passou a semana dando entrevistas na TV para explicar suas políticas, mas reconheceu que não conseguiu reconciliar os franceses do alto e da base da pirâmide social.

Quando se deu conta da extensão do movimento dos "coletes amarelos", o governo propôs um novo subsídio de € 4 mil (R$ 21 mil) para cerca de 6 milhões de franceses que rodam muitos quilômetros por mês para trabalhar e têm baixa renda. Também ofereceu um cheque adicional para o pagamento das despesas com eletricidade e gás. Mas a reação veio tarde e não satisfaz.

Partidos de oposição aproveitam a força do movimento popular para condenar as políticas de Macron, num momento em que o chefe de Estado está fragilizado pela queda de popularidade.

Paris: "fora Macron"

Na capital, cerca de 50 "coletes amarelos" protestaram durante a manhã na avenida Champs Elysées, em torno do Arco do Triunfo e nos arredores do Palácio do Eliseu. Os manifestantes gritavam "Macron, demissão". Motoristas de Uber, taxistas e manifestantes devem fazer uma carreata no final da tarde até o palácio presidencial.

Os maiores protestos, no final da manhã, aconteciam em Caen (noroeste), Chamberry (sudeste) e Arras (norte), onde um pedestre foi atropelado e está em estado grave.

A mulher de 60 anos que morreu, na localidade de Pont-de-Beauvoisin (Savoie), foi atropelada por uma motorista que levava sua filha ao médico e teria entrado em pânico quando "coletes amarelos" começaram a bater no capô de seu carro para impedir que ela furasse o bloqueio. Ela foi detida para interrogatório. De acordo com o ministro do Interior, Christophe Castaner, o protesto de Pont-de-Beauvoisin não tinha sido informado às autoridades, o que é obrigatório para o envio de policiais encarregados de manter a segurança.

Além da França, a alta nos preços dos combustíveis também provoca protestos neste sábado na Bélgica e na fronteira da França com a Espanha.

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.