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França

Turismo e selfies com filhotes de leão se multiplicam na França e alertam autoridades

media Filhote de leão encontrado em Valenton, no sudeste de Paris, em péssimo estado de saúde. © Tonga Terre d'Accueil/Fondation 30 Millions d’Amis

Nesta segunda-feira (12), um filhote de leão foi visto por policiais franceses dentro de um Lamborghini, um carro de luxo, que descia a famosa avenida Champs-Elysées, em Paris. O homem que manipulava o filhote, tirando selfies com ele dentro do veículo, foi preso e deve pagar uma multa de cerca de € 2 mil euros e pode pegar até seis meses de prisão em regime fechado. Casos como esse se multiplicam na França, apesar da revolta de associações pelos direitos dos animais. Na maioria das vezes, os filhotes são recuperados em péssimo estado de saúde, e bastante traumatizados.

Publicar fotos nas redes sociais com um tigre ou um filhote de leão: a “tendência” está se desenvolvendo na França, a tal ponto que as autoridades apreenderam, em menos de um ano, seis jovens grandes felinos na região de Paris, em Marselha (sul) ou Le Havre (norte), muitas vezes em péssimo estado de saúde.

Na segunda-feira (12) à noite, a polícia francesa descobriu em um Lamborghini verde subindo a luxuosa avenida Champs-Elysées um homem que tirava selfies com um filhote de leão bege, deitado no banco do passageiro. Depois de dizer à polícia que se tratava de “seu gato”, o homem de 33 anos decidiu não dar mais declarações até sua detenção por "encarceramento de espécies animais desprotegidas" e por dirigir sem carteira de motorista.

Pela lei, ninguém pode manipular um animal selvagem sem uma autorização das autoridades francesas e de um certificado de capacidade. Originalmente de Essonne, o home preso se contentou em dizer que o filhote de leão, chamado Putin, pertencia a "um amigo", de acordo com uma fonte próxima à investigação. A mesma desculpa foi usada por um homem de trinta anos, condenado a seis meses de prisão pelo tribunal de Créteil, nos arredores de Paris, no final de outubro, que disse ser "apaixonado por animais".

O homem postou vários vídeos nas redes sociais, onde um filhote de leão de dois meses era visto mordiscando a cabeça de um jovem, recebendo afagos de outras pessoas, ou andando pelas ruas. Na sequência, o homem vendeu o animal por meio da redes sociais por € 10 mil euros.

"Há cada vez mais relatos de pessoas que se fotografam com grandes felinos", disse Arnauld LHomme, pesquisador da Fondation 30 millions d'Amis, que foi parte civil no julgamento e que recebeu o filhote de leão, visto em plena Champs-Elysées.

"Vários casos deste tipo estão em andamento na Justiça [francesa]", diz ele, lembrando que quatro outros grandes felinos foram recuperados nos últimos meses: dois filhotes de leão - um em Marselha e outro em Noisy-le-sec (Seine-Saint-Denis) -, um lince em Champigny-sur-Marne (Val-de-Marne) e um filhote de tigre em Le Havre.

"Os filhotes de leão poderiam vir de circos, os filhotes seriam contrabandeados, mas ainda não conseguimos provar", acrescentou o especialista.

“Desidratado”

Durante o julgamento de Créteil, o promotor havia indicado que outros três filhotes de leão da mesma ninhada ainda não haviam sido encontrados. Na mesma época, em Marselha, uma filhote fêmea, pesando apenas alguns quilos, e com um a dois meses de idade, foi encontrada pela alfândega em uma pequena gaiola, em uma garagem nos distritos do norte da cidade. O proprietário explicou que ele havia recuperado o animal a pedido de proprietários anteriores, que estavam sobrecarregados com a situação.

"As pessoas os levam para se exibir, mas não têm conhecimento e não sabem como lidar com isso", disse Arnauld Lhomme. Alguns, como o leão dos Champs-Elysées, se encontram frequentemente em um estado físico deplorável quando são recuperados pelas autoridades e veterinários.

"Ele tinha a cauda decepada, fraqueza na perna e estava desidratado", disse Lhomme, que também estava preocupado com a filhote encontrada em Marselha, "que não tinha pelo na cabeça, achávamos que ela fosse morrer ".

Mesma coisa com o filhote de leão encontrado em uma gaiola em um apartamento em Noisy-le-Sec, ao norte de Paris, em 2017. Batizado de “King”, ele estava "em mau estado geral, provavelmente sofreu uma retirada precoce da mãe e uma dieta inadequada ".

Desde então, “King” foi reintroduzido em uma reserva na África do Sul, onde "ele vive feliz," de acordo com os bombeiros de Paris, que afirmaram que o animal foi "ainda estava traumatizado", mas se acostumava ao seu novo ambiente.

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