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França

Trump boicota primeira edição do Fórum pela Paz em Paris

media Trump preferiu visitar o cemitério de Suresnes, na periferia de Paris, enquanto líderes mundiais participavam do primeiro Fórum pela Paz na capital francesa REUTERS/Christian Hartmann/Pool

Paris inaugurou na tarde deste domingo (11) o primeiro Fórum pela Paz, evento que discute a questão do multilateralismo e que abre suas portas no dia da celebração do centenário do fim da Primeira Guerra Mundial. Dezenas de chefes de Estado e de governo dos principais países do mundo compareceram, com exceção do líder norte-americano Donald Trump.

O chefe da Casa Branca está na capital francesa, onde participou com os demais líderes mundiais das celebrações do centenário do armistício. No entanto, Trump preferiu, na hora da abertura do Fórum, visitar o cemitério de Suresnes, na periferia de Paris, onde foram enterrados soldados dos Estados Unidos mortos durante a Primeira Guerra Mundial.

Em uma breve cerimônia, Trump "prestou homenagem" aos "corajosos americanos que deram seu último suspiro", lutando na guerra que fez mais de 10 milhões de mortos e 20 milhões de feridos apenas entre os combatentes. Na véspera, o presidente americano foi muito criticado por ter cancelado, devido ao mau tempo, uma visita ao cemitério de Bois Belleu, no norte da França, onde foram sepultados marines que também combateram na Primeira Guerra Mundial.

Praticamente no mesmo momento em que Trump discursava em Suresnes, o presidente francês, Emmanuel Macron, inaugurava um Fórum pela Paz no parque da Villette, no nordeste de Paris. “Esse evento tem a vocação de nos reunir todos os anos para promover ações concretas para que esse trabalho de paz avance”, disse o líder francês no discurso de abertura diante dos demais chefes de Estado e de governo que responderam presente ao convite.

Macron foi seguido no palco pela chanceler alemã Angela Merkel, que insistiu na importância da união entre os povos e lembrou que a estabilidade mundial não é uma conquista perene. "A paz que temos hoje, que nos pareceu em alguns momentos muito indiscutível, está longe de ser uma obviedade, e é preciso que lutemos por ela", destacou, alertando para o risco de "que comecemos a agir como se pudéssemos pura e simplesmente ignorar nossas relações e engajamentos recíprocos".

Polarização da vida política

O mesmo tom de alerta marcou discurso de quase meia hora do secretário-geral da ONU, o português António Guterres, que chamou a atenção para o risco do que classificou de "engrenagem" geopolítica atual, similar à que levou o mundo a conflitos no passado. "Muitos elementos hoje têm paralelos com o início do século XX e dos anos 1930, o que permite temer uma engrenagem imprevisível", disse Guterres.

Segundo o português, a polarização da vida política “coloca em risco os direitos e liberdades fundamentais” e os países têm que trabalhar juntos para um futuro melhor. “O tempo de uma superpotência capaz de garantir a segurança e a estabilidade mundial acabou”, martelou Guterres, em uma alfinetada ao presidente Donald Trump, que defende as relações bilaterais e contesta a pertinência – e o custo – das Nações Unidas.

Em resposta às críticas do chefe da Casa Branca, o chefe da ONU também lembrou o número de pessoas salvas no mundo pelos capacetes azuis da instituição e insistiu no papel da entidade na luta contra epidemias, antes de listar os principais desafios que o mundo enfrenta atualmente, entre o conflito do Iêmen, a questão do aquecimento do planeta, ou ainda a crise migratória e os extremismos.

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