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França

França: em discurso para lembrar cem anos da 1ª Guerra, Macron pede que esperança vença medo

media A chanceler alemã Angela Merkel, o presidente francês Emmanuel Macron, Brigitte Macron, primeira-dama francesa, e o presidente russo, Vladimir Putin (Foto: Reuters)

"Somemos nossas esperanças no lugar de opormos nossos medos", disse o presidente francês, Emmanuel Macron, neste domingo (11) aos mais de 70 chefes de Estado e de governo, reunidos em Paris para celebrar o centenário do fim da Primeira Guerra Mundial.

Em um discurso no Arco do Triunfo, Macron pediu aos líderes mundiais que rejeitem "o fascínio pela violência e pela dominação", insistindo no combate para a manutenção da paz mundial. "Juntos, podemos evitar as ameaças do aquecimento global e a destruição do meio ambiente, a pobreza, a fome, as doenças, as desigualdades, a ignorância", reforçou.

As palavras do presidente francês encerraram a cerimônia solene em frente ao túmulo do soldado desconhecido, onde cantos foram entoados e testemunhos da época da guerra foram lidos por adolescentes. Macron também reacendeu simbolicamente a chama do monumento para lembrar as cerca de 18 milhões de vítimas do conflito.

Durante toda a semana passada, o chefe de Estado francês passou pelos lugares mais emblemáticos da Primeira Guerra, como Verdun, onde ocorreu uma das mais famosas batalhas, do conflito, em 1916, que deixou cerca de 260 mil soldados mortos. Em Compiègne, no norte da França, onde esteve ontem com a chanceler alemã Angela Merke, Macron insistiu na necessidade de continuar a construir a paz, alertando para as “tentações de divisão” que podem surgir.

Manifestações

Depois da cerimônia no Arco do Triunfo, os líderes almoçam no Palácio do Eliseu e em seguida se reunirão no Fórum sobre a Paz, que acontece em La Vilette, parque situado 19° distrito da capital.

No encontro, líderes mundiais, representantes de ONGS e associações, discutirão principalmente a questão do multilateralismo, fragilizado nos últimos meses pela política americana, que privilegia os acordos bilaterais. O presidente americano, Donald Trump, não participará da reunião.

Manifestações são esperadas em Paris durante toda a tarde. Mais de 10 mil policiais foram mobilizados na capital para garantir a segurança das comemorações. Segundo a Secretaria de Segurança, entre 200 e 400 "manifestantes violentos" devem participar de protestos em toda a cidade.

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