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França

Francês preso por projeto de atentado pretendia "se livrar" de Macron

media O presidente francês, Emmanuel Macron, em um dos campos de batalha da Primeira Guerra Mundial perto de Verdun, no nordeste da França. Ludovic Marin/REUTERS

Um dia depois de a polícia francesa ter detido seis suspeitos da direita radical por ameaça de atentado contra o presidente Emmanuel Macron, mais detalhes sobre o perfil do suposto líder do grupo vêm à tona nesta quarta-feira (7). Segundo a rádio France Info, o homem teria defendido no Facebook "uma mobilização geral contra a ditadura de Macron". "É preciso que a gente se livre dele", publicou.

De acordo com a Direção-Geral de Segurança Interior (DGSI) da França, o projeto de atentado é "impreciso e mal definido". Até o momento, as autoridades divulgaram o perfil de alguns dos seis suspeitos detidos, cinco homens e seis mulheres, com idades entre 22 e 62 anos, ligados a movimentos de ultradireita. Eles foram presos no departamento de Moselle, no nordeste da França, onde Macron estava para as comemorações do centenário da Primeira Guerra Mundial.

Segundo a France Info, o suposto líder do grupo, Jean-Pierre B., de 55 anos, é um comerciante de madeira natural de Saint-Georges-de-Commiers, no sudeste da França. Ele chamou a atenção da polícia especializada em terrorismo devido à troca de mensagens criptografadas. Há alguns dias, o homem evocou a possibilidade de executar um ataque e ir ao encontro de Macron, alvo de várias de suas críticas. Junto a um outro homem, ele viajou nesta semana até Moselle, onde foi hospedado por conhecidos em Bouzonville, um município de 3.500 habitantes.

Em sua página no Facebook, Jean-Pierre B. escreveu diversas mensagens pedindo "uma revolução do povo de todas as classes sociais e de todas as profissões" e "uma mobilização geral contra a ditadura de Macron", sugerindo um ataque contra o presidente francês. Em sua casa, a polícia apreendeu armas de caça e de coleção, bem como detonadores de granada.

Três grupos de ultradireita desmantelados desde 2017

Desde o ano passado, contando com o atual grupo de ultradireita, a DGSI já descobriu ao menos duas outras organizações similares. Em outubro de 2017, o serviço antiterrorismo desmantelou uma facção dirigida por um jovem de Vitrolles, no sudeste do país. Os principais alvos do grupo eram Jean-Luc Mélenchon, líder do partido da esquerda radical França Insubmissa, e o ex-prefeito da cidade de Forcalquier, atualmente o ministro do Interior, Christophe Castaner.

Mais recentemente, uma organização nomeada de Ação das Forças Operacionais foi descoberta pela polícia. Entre seus treze integrantes, havia um policial aposentado. O principal objetivo deles era "lutar contra o perigo islamista", com planos de ataques na França visando mesquitas e condenados por terrorismo que deixassem a prisão.

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