Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 12/11 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 12/11 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 12/11 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 12/11 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 12/11 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 12/11 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 11/11 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 11/11 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
França

Em Paris, irmã de Marielle Franco afirma que “defesa dos direitos humanos no Brasil só vai piorar”

media Anielle Franco participou em Paris da Cúpula Mundial dos Defensores de Direitos Humanos Luis MACEDO/AFP

Acontece em Paris até esta quarta-feira (31) a Cúpula Mundial dos Defensores de Direitos Humanos 2018, reunindo 150 militantes do mundo todo. Uma das convidadas foi a ativista brasileira Anielle Franco, irmã da vereadora Marielle Franco, assassinada no Rio de Janeiro – um crime que chocou a comunidade internacional e que permanece até hoje sem solução.

O convite veio dos organizadores do evento e da Anistia Brasil e Anistia França, órgãos que, segundo Anielle Franco, estiveram presentes desde a morte de sua irmã, prestando assitência à sua família. A jovem ativista participou de palestras durante sua visita em Paris, onde discutiu o crime contra Marielle, o aumento das violências políticas no país e o recente resultado da eleição presidencial no Brasil, que deu vitória a Jair Bolsonaro.

Em entrevista à RFI, Anielle Franco confessou seu medo com o novo governo. “O que tenho dito à imprensa aqui é que estou muito assustada, óbvio. Já que ele [o presidente eleito] deixa bem claro que vai acabar com qualquer tipo de ativismo”, afirma. “Ele é contrário a tudo o que a gente prega e tem feito. Ele é contrário a nosso povo, às mulheres negras, aos homossexuais, aos pobres, ele deixa claro isso”.

Anielle lembra que as investigações sobre a morte de Marielle Franco continuam sem conclusão. “Não sei se existe justificativa para tanta demora, mas gostaria de saber”. Em seu encontro com o presidente francês, Emmanuel Macron – que, segundo ela, foi motivado pela gravidade do crime contra sua irmã –, Anielle pediu apoio da França para dar mais visibilidade e apelo para que a justiça seja feita.

Visibilidade internacional foi de extrema importância

Após o crime, a prefeitura de Paris expôs durante semanas uma foto de Marielle Franco em uma das entradas de seu prédio no centro da cidade, afirmando que a capital francesa não esqueceria a vereadora brasileira. Um símbolo do choque que o caso provocou na comunidade internacional, algo vital para a visibilidade da atrocidade, de acordo com Anielle.

“O fato de que o caso da Marielle repercutiu no mundo inteiro nos deu uma força grande porque, se tivesse ficado só no Brasil, não teríamos alcançado tudo o que conseguimos até agora”, disse a ativista, que conversou com outros defensores dos direitos humanos em Paris. “A troca foi maravilhosa, mas há muitos casos tristes. Aprendi mais do que falei”, declara.

Questionada sobre o rumo que os movimentos sociais vão tomar no Brasil e quais os conselhos para quem pretende fazer oposição ao governo de Jair Bolsonaro – que disse ter a pretensão de “varrer” seus adversários –, Anielle diz que é preciso ter cuidado.

Acho que os jovens têm que ter muita cautela com o que forem fazer agora, porque esses caras não estão para brincadeira. Olha quantos crimes políticos têm acontecido, desde o estupro [da estudante da Universidade de Fortaleza] até as mortes de homossexuais e transexuais. Essa violência de dedo na cara, de empurrões, é muito assustador. Acho que a tendência é só piorar, esperava que não, mas não tem muita saída”, afirma.

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.