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França

Macron reconhece ter chocado população com declarações, mas mantém reformas

media Emmanuel Macron durante pronunciamento transmitido pela televisão REUTERS/John Schults/Captura televisão

Poucas horas após o remanejamento da equipe de governo nesta terça-feira (16), o presidente francês Emmanuel Macron fez um pronunciamento transmitido nas redes de rádio e televisão. O chefe de Estado reconheceu que, em alguns momentos, adotou um tom interpretado como arrogante, mas descartou qualquer mudança de estratégia e mantém as reformas estruturais anunciadas no início de seu mandato.

Macron disse ter consciência das críticas da população. “Nesses últimos meses, a minha ação [como presidente] foi menos perceptível, pois algumas vezes a minha determinação e minha maneira franca de falar podem ter incomodado ou chocado certas pessoas. E eu ouvi essas críticas”, disse o chefe de Estado durante a declaração de cerca de 10 minutos de duração. O presidente vem sendo alfinetado por seus opositores e registra baixos índices de popularidade, em partes graças a declarações provocadoras, como a sugestão de que “para encontrar um emprego, bastava atravessar a rua”.

No entanto, o líder francês não parece disposto a mudar sua maneira de dirigir o país ou atenuar as medidas previstas para o futuro. “Vocês podem ter certeza de que minha vontade de agir não perdeu sua intensidade. Ela está ainda mais forte”, continuou o presidente, afirmando que pediu para sua nova equipe de governo “tomar decisões vigorosas para que nosso país conserve o controle de seu destino”.

Macron disse que pretende fazer da França “uma potência educativa, econômica, social e ambiental” e que, para isso, as mudanças são necessárias. “Muitos diziam que as reformas não seriam possíveis e que o país ficaria travado, o que não aconteceu. Vamos transformar, de forma profunda, o Estado e as funções públicas”, continuou o presidente, que citou a reforma da aposentadoria como uma das prioridades. “As regras devem ser as mesmas para todos os franceses”, insistiu.

O chefe de Estado também pediu a união da população, principalmente contra movimentos nacionalistas, que ganham cada vez mais forma em uma Europa que se prepara para eleições em 2019. “Não somos 66 milhões de indivíduos separados, e sim uma nação. Nenhum de nós irá melhor nem hoje, nem amanhã, se nosso país estiver mais fraco”, disse Macron. “Eu confio em vocês, em nós, na nossa pátria”, concluiu o chefe de Estado.

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