Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 20/10 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 20/10 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 20/10 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 20/10 09h57 GMT
  • 09h33 - 09h57 GMT
    Programa 20/10 09h33 GMT
  • 09h30 - 09h33 GMT
    Jornal 20/10 09h30 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 19/10 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 19/10 09h30 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.

Ativistas veganos por trás de ataques aos açougues na França afirmam que ações violentas são necessárias

Ativistas veganos por trás de ataques aos açougues na França afirmam que ações violentas são necessárias
 
Mulher segura cartaz da associação 269Life 269Life

Os açougues na França têm sido alvo de ataques nos últimos meses. Os profissionais da área da alimentação acusam o que chamam de “militantes veganos”, que atiram pedras, picham as fachadas dos estabelecimentos e invadem abatedouros para filmar. Associações de proteção animal discordam sobre a eficácia do método para chamar a atenção sobre os maus tratos aos bichos e o excesso do consumo de carne.

Tiphaine Lagarde, do coletivo 269Life, diz que ações ativistas tradicionais não funcionam mais. “É importante para nós não praticar o militantismo tradicional, ou seja, petições e coisas do tipo. É um militantismo que, há 30 anos, não serve para nada, não fez nada pelos animais”, afirma. “Então fizemos a escolha de um novo caminho estratégico, que já se mostrou eficaz em outros movimentos sociais, como o feminista, que é o da ação direta”.

Algumas das chamadas “ações diretas” são ilegais, como, por exemplo, a invasão de abatedouros. “Quando manifestamos na rua com um cartaz, nos adequamos ao desejo do governo. Pedimos reformas legislativas que não chegam nunca. Vemos claramente na França: as reformas sobre o bem estar animal nunca nem chegaram ao Parlamento. A ação direta devolve o poder político aos cidadãos, porque, no lugar de pedir mudanças ao Estado, agimos por conta própria”, afirma Tiphaine Lagarde.

A ativista também lembra que o Estado francês “não quer reformar o estatuto dos animais, então nós vamos aos abatedouros precisamente para nos colocarmos entre a faca e as vítimas, que são os bichos”.

Ação do grupo militante 269Life 269Life

Para comerciantes e consumidores, ações são incompreensíveis

Cédric Neveu, dono de um açougue que foi atacado, contou à RFI sua experiência. Ele diz ter sido acordado, no dia 1° de setembro, pelos barulhos na rua. “Então descemos, vimos um grafite e todos os vidros haviam sido quebrados. Encontramos as pedras e vimos um grupo de cinco a seis pessoas saírem correndo, encapuzados e com luvas. Eles nos vandalizaram”, denuncia.

A pichação dizia “anti-especismo”, levando Neveu a crer que se tratava de militantes veganos. O “especismo” seria a discriminação contra todas as espécias não-humanas. “O vidro foi vandalizado com pedras de cerca de 20 centímetros, e depois eles fizeram a pichação, ainda dá para ver os traços de tinta”, lamenta o vendedor.

Um consumidor entrevistado pela RFI disse não entender o porquê da ação militante contra os açougues. “É lamentável, cada um pensa e faz o que quiser, mas fazer isso, francamente, por quê? Isso demonstra sua estupidez e intolerância. Faz milênios que comemos carne. De uma hora para outra, agora, temos que parar. Uma pergunta: como é que eles matam a couve-flor? Eles a matam carinhosamente? Estou brincando, mas é preciso parar”, diz.

Animais de criação fotografados pela associação 269Life 269Life

3 milhões de animais terrestres são abatidos por dia na França

Brigitte Gothière, fundadora da associação L214, não concorda com os ataques contra os açougues. “Somos completamente contra as ações violentas. Para nós, isso transforma o debate em algo irritante e parcial. Certas ações fazem com que o debate seja sobre os ativistas e seus métodos, ao invés de discutir nosso comportamento social em relação aos animais”, declara.

Mas Gothière aponta dados impressionantes sobre a criação e o consumo de carne. “Na França, hoje, matamos 3 milhões de animais terrestres nos abatedouros todos os dias. E vários milhões de peixes são retirados da água para terminar nos estábulos. Temos uma imagem estranhamente falsa da condição da criação de animais. Na realidade, 80% dos animais criados para o consumo na França estão em locais de criação intensiva, sem acesso ao mundo exterior”. Alguns bichos ficam apenas em prédios fechados, enquanto outros permanecem em gaiolas.

Brigitte Gothière (à direita) e Sébastien Arsac, cofundadores da associação L214 Ética e Animais Crédit : Géraud Bosman/RFI

A discussão em torno de um consumo excessivo de carne está no centro de diversas questões ambientais atuais. As ações dos grupos militantes na França são extremistas para uns e necessárias para outros, mas não deixam de chamar ainda mais atenção sobre o assunto.


Sobre o mesmo assunto

  • RFI CONVIDA

    Chef brasileira propõe menu vegano para ceia de Natal

    Saiba mais

  • Meio Ambiente

    Muito além do bife de soja: conheça o maior mercado vegano de Paris

    Saiba mais

  • Saúde

    Com cuidados, dieta vegana pode ser adotada por crianças

    Saiba mais

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. ...
  5. seguinte >
  6. último >
Programas
 
O tempo de conexão expirou.