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França

Polícia turca diz que jornalista desaparecido foi morto em consulado da Arábia Saudita em Istambul

media Protestante segura foto do jornalista Jamal Khashoggi durante em frente ao consulado da Arábia Saudita na Turquia REUTERS

A polícia turca alega que o jornalista saudita Jamal Khashoggi, crítico do governo da Arábia Saudita e dado como desaparecido desde terça-feira (2), foi morto dentro do consulado de seu país. Riade desmentiu a acusação, mas uma investigação judicial para investigar o assunto já foi aberta.

De acordo com as alegações das autoridades turcas, uma equipe de 15 homens sauditas foi enviada especialmente até Istambul para cometer o crime e deixou o país no mesmo dia. Segundo a noiva do jornalista, Yasin Aktay, figura importante do partido turco AKP, Khashoggi foi ao consulado para efetuar um procedimento ligado ao futuro casamento dos dois. “Ele tinha hora marcada, então eles sabiam exatamente quando ele estaria lá”, disse.

Yasin ressalta que os amigos de Khashoggi tentaram preveni-lo dos riscos. “Ele ligou ao consulado um pouco antes para saber se os documentos estavam prontos e ele disseram que sim. Seus amigos lhe disseram ‘Não vá, não é seguro’, mas ele tinha certeza de que nada poderia acontecer na Turquia”.

O presidente turco, Recep Tayyipp Erdogan, afirmou neste domingo (7) que ele aguardava os resultados das investigações. "Estou acompanhando o assunto e, assim que tivermos os resultados, nós compartilharemos a informação com o resto do mundo", disse o chefe de Estado numa coletiva de imprensa. Riade afirma que Jamal Khashoggi, um grande crítico do governo saudita e que escreve para jornais como o Washington Post, deixou o consulado após ter feito o que queria.

Caso pode afetar relações diplomáticas entre os dois países

“Se as informações sobre o assassinato de Jamal são verdadeiras, é um ato monstruoso e incompreensível”, declarou em um comunicado Fred Hiatt, diretor da coluna de opinião do Washignton Post. “Jamal era – ou, como esperamos, ainda é – um jornalista corajoso e engajado. Ele escreve por amor a seu país e uma fé profunda na dignidade humana e na liberdade”.

A Arábia Saudita está na 169ª posição no ranking mundial de liberdade de expressão do Repórteres Sem Fronteiras (RSF). Riade prometeu uma campanha de modernização desde que Mohammed ben Salmane foi designado herdeiro do trono em 2017. Mas a repressão contra a oposição, com a prisão de religiosos, personalidade liberais e militantes feministas só piorou.

O caso Jamal Khashoggi pode piorar ainda mais a imagem da monarquia e do príncipe herdeiro, assim como as relações diplomáticas entre a Turquia e a Arábia Saudita. Mohammed ben Salmane, apesar das críticas, gosta de cultivar uma reputação de “reformador”. 

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