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França

França abre investigação sobre desaparecimento de presidente chinês da Interpol

media A França investiga desaparecimento do presidente chinês da Interpol. Jeff Pachoud/Pool via Reuters

A França abriu nesta sexta-feira (5) uma investigação sobre o desaparecimento de Meng Hongwei, o presidente chinês da organização internacional de cooperação policial Interpol, cuja família não tem mais notícias suas desde sua viagem à China, no final de setembro.

De acordo com o jornal South China Morning Post, de Hong Kong, citando uma fonte não identificada, Meng "está sob investigação na China". Ele teria sido "levado" pelas autoridades chinesas "assim que desembarcou no país" na semana passada, disse a mesma fonte ao periódico.

Foi sua esposa que relatou o desaparecimento às autoridades francesas, expressando preocupação, segundo uma fonte anônima, confirmando informações da rádio Europe 1, que afirmava que Meng havia deixado a França em 29 de setembro.

"Meng não desapareceu na França", disse. A investigação francesa foi aberta em Lyon (suceste), a sede mundial da Interpol, financiada por seus 192 países-membros e residência de Meng Hongwei e sua família.

Em uma declaração oficial postada em sua conta no Twitter, a Interpol diz que está "ciente das notícias sobre o suposto desaparecimento". "A investigação depende das autoridades na França e na China", diz a organização, lembrando que é o secretário-geral, o alemão Jürgen Stock, e não o presidente chinês, que é "responsável pela administração diária da Interpol".

Perseguição a dissidentes na China

O súbito desaparecimento de autoridades chinesas tornou-se relativamente comum sob a presidência de Xi Jinping, que há vários anos lidera uma campanha anticorrupção suspeita de servir como expurgo político e como perseguição a opositores e dissidentes, tanto na China quanto no exterior.

Meng Hongwei, 64 anos, foi eleito em 10 de novembro de 2016 para chefiar a Interpol em sua 85ª Assembléia Geral Anual em Bali, na Indonésia, substituindo Mireille Ballestrazzi, da França, bem à frente de um único competidor namibiano. Seu mandato é executado até 2020.

Antes de sua nomeação, ele foi vice-ministro de Segurança Pública na China, onde chefiou o escritório nacional da Interpol. Ele também foi um “peso pesado” do Partido Comunista Chinês. Durante sua carreira como policial, ele trabalhou em unidades antidrogas, antiterrorismo e na Guarda Costeira chinesa, de acordo com a Interpol.

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