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França

Parlamento francês apresenta relatório para combater má alimentação

media Na França, uma campanha que estimula o consumo de cinco frutas e legumes por dia, ajuda a combater a má alimentação. Pixnio

Um relatório do parlamento francês quer combater a chamada junk food e suas consequências para a saúde. Apresentado nesta quarta-feira (26), o documento é resultado do trabalho de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, presidida por Loïc Prud'homme, deputado do partido A França Insubmissa, sobre a alimentação industrial.

A comissão promoveu 40 audiências em quatro meses e elaborou o relatório para pressionar o setor agroalimentar a colocar menos sal, menos gordura, menos açúcar e menos aditivos em seus produtos. Por outro lado, o documento aponta várias propostas para educar as crianças e lares franceses a ter uma alimentação mais saudável.

Para isso, o relatório o documento apresenta duas linhas de ação: uma delas pretende limitar "legalmente" o teor de sal, açúcar e ácidos graxos saturados de alimentos processados, que favorecem doenças crônicas, sobretudo cardiovasculares. A outra indicação é reforçar a "educação para a alimentação", com sensibilização das crianças a partir dos três anos de idade, na pré-escola.  

O almoço nas cantinas escolares deve fazer parte do programa de educação para "uma nutrição saudável, equilibrada e sustentável, e privilegiar a luta contra o desperdício de alimentos", disse Michèle Crouzet, relatora da comissão. Ela defende que “comissões de cardápios” sejam criadas nas escolas, com a participação de pais e alunos, para a elaboração conjunta do menu a ser oferecido para as crianças.

A ideia vai de encontro às preocupações manifestadas por muitos pais, como a empresária Christiane Galvão, de Aisnes, norte da França, mãe das gêmeas, Alice e Nina, de 4 anos. “Esse ano já é o terceiro de cantina das meninas, elas estão bem adaptadas, mas como qualquer mãe, eu preferia uma comida mais saudável para elas. Infelizmente, não podemos fazer muita coisa, só esperar que a qualidade seja favorável à saúde e bem-estar delas”, diz.

Ações imediatas para preservar a saúde no futuro

O relatório também recomenda reduzir para 48 o número de aditivos usados ​​em pratos prontos, contra 338 autorizados atualmente, até 2025, como já é o caso para os produtos orgânicos.

Segundo a relatora Crouzet, cerca de 30% do consumo diário de sal na França vem do pão. O objetivo é tornar obrigatório na fabricação, um teor máximo de 18 gramas de sal para cada quilo de farinha, já recomendado desde 2002 pela Agência Nacional de Segurança Sanitária, Alimentação, Meio Ambiente e Trabalho (ANSES, na sigla em francês).

Outra proposta é distribuir “cupons” para famílias de baixa renda, por meio de uma agência governamental, para estimular o consumo de frutas e verduras frescas. Essa população é a que mais consome produtos industrializados e mais exposta a doenças crônicas.

As medidas visam ainda combater um problema que se tornou grave no país. "Em 2030, estima-se que haverá pelo menos 30 milhões de obesos ou acima do peso na França: trata-se de um problema de saúde pública", afirma a relatora. "Ainda não é tarde demais para agir e instaurar uma dieta saudável e sustentável", acrescenta.

Reações

Ainda não está definido se as recomendações do relatório irão ser adotadas em um projeto de lei porque “são diferentes pontos abordados", admite a relatora.

Em um comunicado, a associação Foodwatch reagiu ao relatório de maneira crítica. “As recomendações da comissão são úteis, mas é preciso ir mais longe. Por exemplo, proibir realmente qualquer ação de propaganda para crianças de produtos com muito sal, açúcar, e gordura, e ainda proibindo a inclusão os produtos químicos contraindicados para a saúde na alimentação”, diz um trecho do texto.   

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