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França

“Europa está sem rumo frente aos desafios do novo mundo”, diz jornal francês

media Líderes da União Européia durante cúpula em Salzburgo, na Áustria, em 20 de setembro de 2018. REUTERS/Leonhard Foeger

A menos de 9 meses para as eleições europeias, o jornal Le Figaro desta quinta-feira (20) compara o bloco a um “pião batendo contra paredes, incapaz de encontrar um caminho para sair da tempestade”. “Impotente, a Europa assiste ao fim de dois mundos: o do pós-1945 e o do fim da Guerra Fria, que haviam, até então, garantido a segurança e a prosperidade”, escreve a jornalista Isabelle Lassere.

Setenta anos após a Segunda Guerra mundial, confrontada a uma situação geopolítica totalmente inédita, a Europa sente sua segurança ameaçada, analisa o diário. Ao leste, há a Rússia, que voltou a se mostrar agressiva, e a China, cada vez mais forte. Ao sul, existe uma ameaça terrorista imprevisível, uma pressão migratória crescente e uma Turquia cada vez mais totalitária. Ao oeste, fica um sentimento de traição, com a saída do Reino Unido do bloco, e ainda mais ao oeste, vemos os Estados Unidos cada vez mais indiferentes e apostando em uma Europa cada vez mais dividida.

O Le Figaro desta quinta-feira descreve como os esforços do presidente francês Emmanuel Macron em “amansar” Donald Trump e Vladimir Putin foram em vão. O primeiro continua ignorando os acordos sobre o clima, sobre o Irã e sobre o livre comércio. O segundo ignora todos os pedidos de Paris, como o pedido de liberação do cineasta ucraniano Oleg Sentsov ou de pressionar o governo sírio de Bachar Al-assad.

Isolada e enfraquecida

A União Europeia, que pensava viver em um mundo sem inimigos e que havia sido criada sob a crença de que os conflitos poderiam ser resolvidos usando normas e o direito, se vê hoje isolada e enfraquecida “por novos ventos de guerra que voltaram a bater a sua porta”, escreve Isabelle Lassere. “Ela que acreditava no multilateralismo, assiste impotente ao crescimento de gestos bilaterais e à vontade de Donald Trump de pôr um fim aos mecanismos de cooperação internacional”, escreve a jornalista.

Frente a essa revolução geopolítica, a Europa está penando para conseguir se organizar e trazer respostas conjuntas sobre diversos assuntos. “O bloco está sofrendo com demasiadas tensões”, comentou recentemente o chanceler da Austria, Sebastian Kurz.

Democracia não é imortal

O jornal francês lembra que uma das grandes dificuldades é o fato de os países do bloco não enxergarem a Europa da mesma forma. Diferenças que se sobressaem em diferentes assuntos, como por exemplo, a situação dos migrantes.

Até a democracia já não é mais uma unanimidade na Europa. “Entre 2000 e 2018, a porcentagem de europeus votando em partidos populistas passou de 5% a 25%”, ressalta o cientista político americano Yascha Mounk, autor do livro O povo contra a democracia. “Precisamos lembrar que até mesmo a democracia não é imortal”, alertou.

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