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França

Macron anuncia renda universal mínima para 2020

media Presidente francês Emmanuel Macron anuncia sua “estratégia nacional de luta contra a pobreza”. Michel Euler/Pool via REUTERS

O presidente francês Emmanuel Macron apresentou seu Plano de Combate à Pobreza, nesta quinta-feira (13), e anunciou uma lei para 2020 que terá como objetivo criar uma renda universal mínima, que reuniria diversas ajudas sociais e garantiria um "dignidade mínima" a todos. O discurso foi feito no Museu do Homem, em Paris, para um público de 400 pessoas.

Tentando colocar as preocupações sociais no centro da agenda do seu governo, Macron descreveu o anúncio como algo "novo, indispensável e vital para nosso país". Segundo ele, a iniciativa se baseia na decisão de "não esquecer ninguém". O presidente ressaltou que "quando se é pobre, é porque não se escolheu, quando se está na pobreza, é o determinismo de todos os determinismos".

O plano, cujo slogan é "Fazer mais por aqueles que têm menos", é também uma estratégia de Macron para lutar contra a imagem de presidente dos ricos, que tem sido atribuída a ele pela oposição. A política terá um orçamento total de € 8 milhões (equivalente a em torno de R$ 38 milhões) em quatro anos. O líder francês explicou que o plano tem dois pilares: a prevenção da precaridade, especialmente entre os jovens, e ajudas de reinserção no emprego. "Em cada família pobre há um Mozart que assassinamos ao não lhe dar a chance de se tornar Mozart", afirmou.

Em 2016, a França tinha 8,8 milhões de pessoas pobres, o que equivalia a 14% da população, segundo o Instituto Nacional de Estatística e de Estudos Econômicos. Essa taxa chegava a 19,8% para os menores de 18 anos. São consideradas pobres todas as pessoas que recebem menos de € 1.026 por mês, o que equivale a 60% da renda média da população.

Crianças e jovens no foco do plano

Em relação ao primeiro foco do plano, o presidente francês anunciou que € 50 milhões serão dedicados à ajuda social à infância. Ele expressou uma preocupação com a nutrição das crianças e disse desejar promover um "acesso universal" às cantinas, com refeições custando € 1 (equivalente a quase R$ 5). Essa medida favoreceria as crianças mais desfavorecidas em pequenas cidades e bairros prioritários. "A comida é um direito fundamental das crianças", disse o chefe de Estado, propondo também que as escolas prioritárias ofereçam café da manhã a seus estudantes para garantir que "todas as crianças comecem o dia nas mesmas condições". Macron anunciou ainda o investimento em novas creches em bairros desfavorecidos.

Já no segundo pilar, que se refere à população adulta, o governo prometeu desenvolver dispositivos de inserção através da atividade econômica, já que considera que "a volta ao trabalho é o melhor instrumento de luta contra a pobreza".

 
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