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França

Imposto de renda mensal diminuirá salários dos franceses a partir de 2019

media Capa do jornal Libération desta quarta-feira (5). Reprodução/Libération

Na capa dos principais jornais franceses desta quarta-feira (5) está a polêmica reforma que o presidente Emmanuel Macron quer realizar sobre a cobrança do imposto de renda na França. O assunto divide os franceses e até mesmo o governo, mas o chefe de Estado parece ter batido o martelo: na noite de terça-feira (4), o primeiro-ministro Edouard Philippe anunciou, em entrevista na televisão, que a medida entrará em vigor em 1° de janeiro de 2019.

"Eles se arriscam" é a manchete de capa do jornal Aujourd'hui en France, ilustrada por uma foto do presidente e do primeiro-ministro da França. O anúncio é considerado audacioso pelo diário, depois de vários dias de hesitação no Palácio do Eliseu. Promessa de campanha de Macron, a cobrança do imposto de renda passará, a partir do próximo ano, a ser realizada mensalmente e automaticamente sobre os salários dos franceses. Até este ano, o pagamento era realizado anualmente, sobre os ganhos dos últimos doze meses, e pelo próprio contribuinte.

Entretanto, salienta Aujourd'hui en France, depois de meses de debates, nos últimos dias, o governo deixou transparecer a complexidade que será aplicar a reforma. No último domingo (2), a reportagem do diário revelou que as fases de teste do novo sistema não estavam concluídas. Alguns contribuintes que participam do projeto piloto, viram, por exemplo, o imposto de renda ser descontado diversas vezes de seus salários. Mas, segundo explicou ontem à noite o primeiro-ministro na TV, esse bug teria sido registrado em menos de 1% dos contribuintes.

Diminuição dos salários pode prejudicar a economia

Aujourd'hui en France também destaca que os sindicatos se preocupam com o choque psicológico que os trabalhadores terão ao ver a diminuição de seus salários na folhas de pagamento de janeiro. O próprio governo já antecipa o sentimento que a população terá sobre o poder aquisitivo, "correndo o risco de prejudicar o crescimento", publica o jornal. Afinal, percebendo o desconto na renda mensal, os franceses podem passar economizar os gastos, reduzindo o consumo e deixando as contas públicas ainda mais no vermelho, reitera.

Críticas também ocupam as páginas do jornal Le Figaro. "É a diminuição dos impostos que o governo tem que atacar", escreve o editorialista do diário, que sugere que Macron se concentre no corte das despesas públicas antes de diminuir a renda mensal do contribuinte. Le Figaro também destaca que a reforma custa caro aos cofres públicos: apenas os gastos com a campanha de comunicação foram de € 195 milhões. Quase € 11 milhões foram gastos com propaganda sobre a nova forma de arrecadação em rede pública de rádio e TV.

O custo principal, no entanto, será relativo à formação de pessoas e ao desenvolvimento de novos sistemas de administração fiscal. 40 mil novos agentes de finanças públicas já estão sendo treinados.

A manchete de capa do jornal Libération desta quarta-feira é “Macron, impostos à frente, um passo para trás”. O diário destaca que a reforma é apresentada como uma vitória do Estado especialmente do ministro da Ação e das Contas Públicas, Gérald Darmanin, um dos maiores defensores da medida. "Mas em um momento em que o governo aperta o cinto dos aposentados, ele deveria mesmo era fazer uma autocrítica sobre o desperdício do dinheiro público", finaliza o jornal Libération.

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