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França

França se oferece para ajudar na restauração do Museu Nacional do Rio de Janeiro

media O ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Yves Le Drian disse que a França está disposta a ajudar a restaurar o Museu Nacional do Rio de Janeiro HERBERT NEUBAUER / APA / AFP

O governo francês se disse disposto a contribuir para a restauração do Museu Nacional do Rio de Janeiro, destruído no domingo (2) por um incêndio. O anúncio foi feito pelo ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Yves Le Drian.

"No momento em que todo o Brasil está comovido, a França está disposta a ajudar a restaurar o Museu Nacional", afirmou Le Drian nesta terça-feira (4) durante um discurso no museu do Louvre Abu Dhabi. "Eu desejo fazer um preâmbulo para expressar a solidariedade das autoridades francesas ante o trágico incêndio que devastou no domingo outro lugar cultural excepcional", disse.

"O Museu Nacional do Rio de Janeiro é uma das joias do Brasil. Abrigava coleções de paleontologia, artefatos greco-romanos, uma coleção egípcia e o fóssil humano mais antigo descoberto no Brasil", recordou o ministro francês. "Como o Louvre, este é um símbolo de diálogo das culturas. Com as chamas, desapareceu uma parte da memória da humanidade".

O discurso de Le Drian confirma uma declaração feita na segunda-feira (3) pelo próprio presidente francês Emmanuel Macron. Pelo Twitter, o chefe de Estado disse que a França “coloca seus peritos a serviço do povo brasileiro para ajudar a reconstrução” após essa tragédia que transformou em cinzas uma parte importante da história e da memória.

A ministra francesa da Cultura, Françoise Nyssen, também exprimiu se manifestou após o incêndio. Em uma conversa com o embaixador do Brasil na França, ela ressaltou “seu apoio e sua solidariedade a todo o povo brasileiro”, informou o ministério em um comunicado. Segundo o texto, Nyssen “ofereceu toda a experiência dos agentes do ministério da Cultura, seja em matéria de museologia, de conservação ou de gestão de coleções e de arquivos”. O comunicado termina lembrando que “para o Brasil e para pesquisadores do mundo todo, esse incêndio representa um desastre para o conhecimento da história do país e a compreensão da diversidade cultural e natural”.

Desde segunda-feira (3), a Unesco, que tem sede em Paris, já havia anunciado que também se colocava à disposição das autoridades brasileiras para o que fosse necessário.

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