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França

Última refém francesa na África completa 600 dias nas mãos da Al Qaeda

media Sophie Pétronin em vídeo divulgado em julho de 2017. © AFP

A médica Sophie Pétronin foi capturada no fim de 2016 no Mali por um grupo próximo da Al Qaeda. Ela é a última refém francesa no mundo ainda em cativeiro. As autoridades dizem fazer o possível para libertá-la, mas os familiares contestam.

Arnaud Granouillac, um dos sobrinhos de Sophie Pétronin, solicitou mais empenho da parte do governo francês nas operações para tentar resgatar a tia. “Pedimos, por escrito, para sermos recebidos no Palácio do Eliseu pelo presidente, mas não tivemos resposta”, declarou o rapaz à imprensa francesa. “Não entendemos esse silêncio. O presidente Macron tem que nos dizer se vai fazer algo ou não. Ou então que nos diga que não fará nada e deixará minha tia morrer no Mali”, se irrita Granouillac, lembrando que esta semana são completados 600 dias de cativeiro.

Logo em seguida a presidência da República indicou em um comunicado que o caso da refém está sendo acompanhado de perto por Macron. “Todos os meios do Estado estão sendo mobilizados e o ministro das Relações Exteriores, que é encarregado do assunto, está em contato direto com o filho de Sophie Pétronin”.

O presidente também havia evocado o nome da francesa durante um discurso diante de militares no dia 13 de julho. Na ocasião, Macron disse que tudo estava sendo feito para libertá-la.

Médica sofre de câncer e malária

A médica de 75 anos dirigia uma associação de ajuda às crianças desnutridas no Mali, onde vivia desde 2001. Ela foi sequestrada em Gao, no norte do país, por vários homens armados. Nenhum grupo havia reivindicado o ato até julho de 2017, quando a principal aliança jihadista do Sahel, ligada à Al Qaeda, divulgou um vídeo mostrando seis estrangeiros capturados no Mali e no Burkina Faso entre 2011 e 2017, entre eles Sophie Pétronin.

A última prova de vida da francesa, que sofre de malária e de um câncer, foi outro vídeo, divulgado em junho deste ano. Nas imagens, ela manda uma mensagem para seu filho Sébastien e pede a intervenção do presidente Emmanuel Macron. “Penso que para o senhor não represento nada e sou perfeitamente consciente disso. Às vezes me digo que me esqueceu. Não tem problema. Mas a refém esquecida pode acabar se tornando uma refém sacrificada”, disse a médica.

No final da gravação também era possível ver a religiosa colombiana Gloria Cecilia Narvaez Argoti, sequestrada em fevereiro de 2017 no Mali. A sul-americana enviou uma mensagem, em francês, ao papa Francisco.

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