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França

Air France-KLM nomeia diretor canadense, mas sindicatos não querem chefe “estrangeiro”

media Benjamin Smith foi nomeado para dirigir o grupo Air France-KLM. REUTERS/Clodagh Kilcoyne

Após três meses de suspense, o canadense Benjamin Smith foi nomeado diretor-geral da Air France-KLM. O governo francês, que é acionista do grupo franco-holandês, saudou a contratação do dirigente. Mas fato de um estrangeiro ter sido escolhido para pilotar a gigante da aeronáutica foi malvisto por parte dos sindicatos.

Aos 46 anos, Smith conhece bem a indústria aeronáutica. Número 2 da companhia aérea Air Canadá, ele trabalha no setor há 28 anos e é famoso por seu talento de negociação junto aos sindicatos dos funcionários. Na empresa canadense, ele foi um dos responsáveis pelo desenvolvimento da filial de baixo custo da companhia.

O Estado francês, que possui atualmente 14% das ações da Air France-KLM apoiou a escolha. Os ministros da Economia, Bruno Le Maire, e dos Transportes, Elisabeth Borne, declararam, conjuntamente, que Smith “beneficia da plena confiança” da França e dos demais acionistas.

Altos salários e “passaporte errado”

Uma das principais críticas sobre a escolha do canadense está ligada a seu salário. Segundo a imprensa especializada, o novo dirigente vai receber o triplo do que ganhava o ex-presidente, Jean-Marc Janaillac, que pediu demissão em maio, diante do impasse nas negociações com os sindicatos sobre aumento de remuneração dos funcionários. Desde então, a empresa tenta, com dificuldade, encontrar um novo patrão para retomar as difíceis discussões em meio a tensões sociais e ameaças de novas greves a partir de setembro.

No entanto, o que mais parece estar preocupando os empregados da Air France-KLM é o passaporte do novo presidente. Desde que seu nome começou a ser cotado, o SNPL, principal sindicato dos pilotos da Air France, se opôs claramente à nomeação. “É inconcebível que a companhia Air France, francesa desde 1933, caia nas mãos de um dirigente estrangeiro, que teve sua candidatura apoiada por um grupo industrial concorrente”, declarou o sindicato. Além da pitada de patriotismo, a alfinetada visa a companhia aérea americana Delta Airlines, que adquiriu há um ano 9% da Air France e que teria defendido a nomeação do canadense.

Preferência nacional

Essa é a primeira vez que a Air France tem um diretor-geral que não é nem francês, nem europeu. Mas a polêmica em torno da nomeação de Smith revela também uma certa resistência nas grandes empresas francesas à entrada de dirigentes nascidos em outros países em seus conselhos de administração. Atualmente, entre os membros do chamado CAC 40 (grupo das 40 principais empresas cotadas na bolsa de Paris), apenas cinco são pilotados por estrangeiros e, mesmo assim, em muitos casos, a escolha do patrão é fruto de uma fusão.

O português Carlos Tavares está à frente da montadora PSA e o alemão Thomas Buberl dirige a seguradora Axa. Seguem na lista o também alemão Tom Enders, na franco-alemã Airbus, o americano Doug Pferdehirt, no grupo petroleiro franco-americano TechnipFMC, ou ainda o indiano Lakshmi Mittal, na gigante da siderurgia ArcelorMittal.

Outro raro exemplo é o da Renault, dirigida com sucesso por Carlos Ghosn. Mas o presidente da montadora, filho de libaneses nascido no Brasil, acumula três passaportes: brasileiro, libanês e francês.

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