Ouvir Baixar Podcast
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 21/10 09h57 GMT
  • 09h33 - 09h57 GMT
    Programa 21/10 09h33 GMT
  • 09h30 - 09h33 GMT
    Jornal 21/10 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 20/10 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 20/10 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 20/10 15h00 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 19/10 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 19/10 09h30 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
França

Cresce o movimento contra a energia eólica na França

media Membros de uma associação de residentes protestam contra a instalação de torres eólicas em Montagne-Fayel, norte da França, 27 de setembro de 2017 FRANCOIS LO PRESTI / AFP

Enquanto o governo pretende dobrar o número de eólicas nos próximos cinco anos, a oposição em torno desse projeto também se intensificou, como destaca a imprensa francesa desta terça-feira (7).

O movimento contra a energia eólica reúne pessoas de esquerda, donos de mansões ou anarquista. Uma oposição que tem se mostrado, por vezes, radical. Em junho, um incêndio criminoso destruiu torres eólicas no departamento da Drome, no sul da França. Os processos também aumentaram: 70% dos projetos acabam nos tribunais. Antes restrito às associações, o movimento cresceu também na classe política. Xavier Bertrand, presidente da região Hauts-de-France, lançou recentemente um observatório para controlar o desenvolvimento da energia eólica.

“Um vento desfavorável sopra contra as eólicas”, escreve Bertrand de Saint Vincent, chefe da redação do jornal Le Figaro. O jornalista também destaca como o movimento de oposição vem crescendo, com a participação de “pescadores bretões, agricultores da Normandia, defensores do patrimônio, da ecologia ou simplesmente das finanças públicas”.

Paisagens desfiguradas

Uma das principais queixas é estética, com as torres eólicas e as hélices gigantes desfigurando as paisagens. Mas há também a poluição sonora, o perigo para os pássaros migratórios, sem esquecer o argumento principal: o preço que o Estado paga para comprar a energia gerada. Em 2011, um acordo foi assinado, com a obrigação de compra com preços fixados entre € 190 e € 220 por MWh. “É como se comprássemos Fuscas pagando o preço de Ferraris”, afirmou Fabien Bouglé, um dos criadores de uma associação anti-eólica.

 “É um desperdício. Um triste caminho foi percorrido entre a ideia inicial, sedutora, de usar a força do vento para produzir energia renovável e a prática, com um abismo financeiro desolador”, explica Saint Vincent. O jornalista fala em “amadorismo” e “incoerências” nos projetos, que não levam em conta o que será feito com todas as torres construídas nos campos e nos oceanos quando estiverem obsoletas.

O tribunal de contas afirmou que “a malha industrial francesa tirou pouco proveito do desenvolvimento de energias renováveis”, apesar dos investimentos, que em 2016 foram de € 5,3 bilhões (R$ 23 bilhões). A previsão é que o gasto público no setor em 2023 chegue a € 7,5 bilhões (R$ 33 bilhões)

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.