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França

Prefeito do sudoeste da França se recusa a dar permissão para que casal gay construa casa

media Fachada da prefeitura de Aureville, no sudoeste da França. Wikipedia

Um casal de homossexuais está acusando de homofobia a prefeitura de Aureville, no sudoeste da França. O motivo: o prefeito deste município se recusou a conceder uma permissão para que os dois homens construíssem uma casa no local, alegando que o projeto de vida deles não corresponde ao da cidade.

No Twitter, o consultor de comunicação Sébastien Durand, denunciou a decisão Segundo Durand, o prefeito de Aureville, Xavier Espic, ainda teria declarado: "Pessoas como vocês, prefiro que venham me ver antes de enviar seus pedidos".

Durand é casado há cinco anos com Patrick; eles moram na periferia de Toulouse, sudoeste da França. Procurando um lugar para construir uma casa, encontraram um terreno à venda em Aureville, uma cidade de 800 habitantes. Antes de assinar a compra, fizeram o pedido de autorização para construção à prefeitura, em maio de 2018.

A partir daí, começaram os problemas, contou Durand à rádio France Info. Quando o marido foi deixar os documentos na prefeitura, a secretária respondeu: "talvez haverá um problema, é melhor você conversar com o prefeito antes".

Ousadia do casal

Ao analisar o projeto diante do casal, Espic questiona a "ousadia" deles, alegando que o projeto era muito "sofisticado" e fazendo um gesto homofóbico com o braço, conta Durand. A reunião terminou com o prefeito se recusando categoricamente a emitir a autorização para a construção.

Depois de um segundo encontro com o prefeito, o casal recebe uma carta: "o projeto não se inscreve nos valores de identidade da cidade e do terreno", justifica. Ao site Komitid, Espic diz que a arquitetura da casa que o casal planejava construir não condiz com Aureville. "Estou supreso de ser tratado de homofóbico. Tenho o espírito tranquilo. Esse foi a primeira recusa que fiz", alega.

Segundo a France Info, exaustos com a confusão, os dois homens desistiram de construir a casa em Aureville. O casal continua, no entanto, em busca de um terreno em outra localidade da região.

“Acolho vocês, com prazer!”

O assunto mobilizou as redes sociais. Enquanto muitos internautas incentivam que o casal entre na Justiça para contestar a decisão de Espic, outros prefeitos convidam os dois homens a construírem nas localidades que administram. “Sou prefeito de um município na região de Côtes d’Armor e acolho vocês, com prazer!”, escreve Arnaud Lecuyer, de Saint Pôtan.

O casamento gay foi legalizado em 2013 na França. No país, atos homofóbicos podem ser punidos com três anos de prisão e até € 45 mil de multa.

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